Sabe-se que será alto, mas ninguém pode prever o custo humano que a pandemia de coronavírus causará em todo o mundo. Da mesma maneira, o custo econômico ainda é uma questão calculada e recalculada todos os dias por economistas. Ninguém quer arriscar um resultado.

O Brasil nunca passou por uma situação parecida, em que todas as pessoas são aconselhadas a ficar em casa, deixando apenas aquelas que garantem os serviços essenciais nas ruas e instalações comerciais. Infelizmente nem todos seguiram o conselho da OMS (Organização Mundial de Saúde) e Ministério da Saúde e acabaram saindo de casa sem necessidade. Basta ver o movimento nas ruas e mercados.

Há uma organização nessa situação, garantida pelos setores da sociedade que não pararam de produzir e de prestar serviço. Mas uma situação inédita como a da pandemia do novo coronavírus traz insegurança e um sentimento de caos quando se pensa o que poderá acontecer quando esse inimigo invisível deixar de ser uma ameaça. Como voltar à normalidade?

Hospitais têm dificuldades para se estruturar para receber todos os pacientes graves que deverão chegar em suas portas. Empresas calculam os prejuízos, enquanto começam a demitir. E nós que pensávamos que a greve dos caminhoneiros, em 2018, havia sido difícil.

Finalmente, nesta quinta-feira (9), o governo federal começa a pagar a primeira parcela do auxílio emergencial de R$ 600 para pessoas inscritas no Cadastro Único (CadÚnico) com conta no Banco do Brasil ou poupança na Caixa Econômica Federal.

Reportagem nesta edição da FOLHA traz os detalhes de como o benefício será concedido. Embora, nesta terça-feira, o site auxilio.caixa.gov.br e o aplicativo APP CAIXA|Auxílio Emergencial ficaram fora do ar devido à intensa procura, é importante salientar que o pacote veio organizado e o governo federal acertou quando pensou na população mais vulnerável, que não tem conta em banco ou crédito no celular para baixar o aplicativo.

A Caixa também vai criar 30 milhões de contas digitais para beneficiários sem conta em banco. Os beneficiários poderão movimentar a conta e fazer transferências gratuitamente, mas inicialmente não será possível sacar o dinheiro. Ainda será divulgado um cronograma.

É uma operação de guerra fazer com que esse socorro chegue rapidamente, sem fraudes, a todos que precisam. Trata-se de uma medida necessária, uma proteção social importante para ajudar os brasileiros a enfrentarem a crise com dignidade.

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