Socorrer o Instituto do Câncer
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Apelo é para
a ajuda da
comunidade e
dos municípios
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Socorrer o Instituto do Câncer
O Instituto do Câncer de Londrina (ICL) tem um déficit mensal de R$ 200 mil e pede socorro. Dependente de verbas do Sistema Único de Saúde (SUS), recebe R$ 800 mil por mês mas tem depesas que chegam a R$ 1 milhão, significando que se a situação persistir nesse ritmo o atendimento aos pacientes ficará grandemente comprometido. Esse hospital especializado é o único da região e atende a pacientes que chegam de todas as partes do Paraná e também de fora do Estado. Os números do ano passado registram 226.578 atendimentos de pacientes paranaenses, 225 de São Paulo e cerca de 450 de outros Estados, incluindo casos do longínguo Acre. A grande maioria é constituída de pacientes pobres (92%), dependentes do SUS, mas, mesmo com dificuldades financeiras que sempre enfrentou, a instituição mantém um elevado índice de qualidade médica e hospitalar, tanto que é referência nacional no ensino de oncologia em residência médica. Agora a situação está chegando a um ponto de estrangulamento, principalmente no setor de quimioterapia, pelo elevado custo dos medicamentos. Também ações trabalhistas figuram como tumores malignos afetando a saúde do hospital. Criado há 40 anos por iniciativa de abnegadas pessoas da cidade, que tinham à frente Lucilla Ballalai, o Instituto do Câncer presta milhares de atendimentos, como se observa pelos números acima. Estão em constante tratamento centenas de adultos e também crianças. A instituição, nesta hora difícil, vem solicitando ajuda da população, em forma de contribuições financeiras mensais, por via de carnês, que devem ser solicitados no ICL. A descontinuidade do tratamento desses pacientes especiais, na quase totalidade pobres, é penosa para eles, por isso este brado de socorro precisa ser ouvido e atendido por aqueles de boa vontade. O apelo, embora não mencionado pelo hospital, pode se estender também aos municípios da região, cujos pacientes acometidos de câncer têm de recorrer a esse centro de atendimento. Uma ajuda mensal de cidadãos, empresas, entidades e prefeituras contribuiria para atenuar ou quem sabe zerar o déficit do ICL e, assim, o atendimento estaria garantido para todos. Enquanto o SUS não melhora suas cotas e uma tal cobrança deve ser feita pelos deputados federais e estaduais e demais lideranças da região a comunidade regional prestaria grande serviço humanitário se desse sua contribuição a essa causa. A direção do hospital está solicitando que qualquer ajuda seja feita diretamente à instituição ou por via dos carnês, cujos valores (a partir de R$ 5) ficam a critério de cada contribuinte. Cada qual não deve esperar que ''os outros'' ajudem, e se houver boa vontade de todos que podem, o problema do Instituto do Câncer se resolve.





