Sobrevivência do servidor público
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sexta-feira, 16 de julho de 2021
CARTAS 16 DE JULHO - SEXTA 
Os servidores públicos do Estado do Paraná estão sem reposição salarial da inflação acumulada nos últimos cinco anos. Mesmo com este pesaroso cenário, há uma prática que se prolifera rapidamente em todos os órgãos do governo, igual à erva daninha tiririca, que é a nomeação de cargos comissionados. Prática tola de “economia” às custas do salário dos servidores e com a submissão da Assembleia Legislativa aos governadores de plantão. Na esteira dos acontecimentos, sobe o preço da água, luz, tarifas do governo, gás, alimentos e de outros produtos. Nesse período, após incessantes lutas, aos servidores foi concedido aumento de 5%, parcelado. Entretanto, sob alegação da pandemia, a correção foi de apenas 2%. Essa ridícula reposição ficou diluída frente ao aumento da previdência estadual de 11% para 14%. Deu com uma mão, tomou com a outra. Onde já se viu servidor público pagar previdência após a aposentadoria? É importante lembrar que a aprovação dessa medida na Câmara Federal e no Senado deu-se na época do “mensalão”, onde recebiam dinheiro para aprovar tudo que era encaminhado pelo governo ao Legislativo. A adoção desse pagamento ocorreu no governo Lula, com apoio do ex-presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Nelson Jobim, em troca de cargo no Ministério da Defesa. Esse ministro proferiu o voto de minerva, quando houve recurso ao Supremo. Na ocasião o ministro do STF, Marco Aurélio Mello, manifestou-se dizendo o seguinte: “Com esta decisão terminaram com o direito adquirido”. Será que o governo entende que servidor público vive de vento e que tem dinheiro para cobrir todos esses aumentos e ainda se alimentar adequadamente? Deus salve o Paraná.
Roberto Antonio de Carvalho (aposentado) - Londrina


