A obesidade representa o problema nutricional de maior crescimento na população observado nos últimos anos, sendo considerada uma epidemia mundial, presente nos países desenvolvidos e também naqueles em desenvolvimento. No Brasil, mais da metade da população está com sobrepeso e a obesidade já atinge 20% nos adultos.

O crescimento econômico, a urbanização e a mudança nos padrões de consumo são alguns aspectos para esse aumento do sobrepeso. Muitas pessoas têm deixado de consumir alimentos naturais, ricos em nutrientes importantes para saúde e aumentando a ingestão de alimentos ultraprocessados, ricos em açúcar, sal e gorduras e de baixa qualidade nutricional.

Importante que no seu prato 50% deve ser saudável e conter verduras cruas ou cozidas (alface, rúcula, almeirão, agrião, brócolis, espinafre) e legumes (cenoura, beterraba, chuchu, abobrinha, abóbora). Esses alimentos são ricos em fibras, vitaminas e minerais e contêm poucas calorias.

As proteínas representam 25% do seu prato saudável, incluindo as carnes vermelhas magras, aves sem pele, peixes e ovos.

As leguminosas, representadas pelos feijões, lentilha, ervilha, grão de bico e soja também devem ser incluídas na alimentação diária, dividindo espaço no prato com as proteínas de origem animal.

Os carboidratos são fundamentais para fornecer a energia necessária para nosso corpo desenvolver as atividades. O arroz, as batatas e as massas são bons representantes e, se forem integrais então, melhor ainda! Apenas lembre-se de não exagerar, ¼ do prato é o suficiente!
Lembre-se que a alimentação deve ser equilibrada, completa e variada, evitando carências vitamínicas ou outras, que conduzam à desnutrição ou aparecimento de algumas doenças.

O ambiente também pode influenciar os comportamentos em relação à quantidade e composição dos alimentos que consumimos. Os fatores relacionados à composição da dieta, o tamanho das porções, a variedade e custo dos alimentos podem afetar a ingestão energética e, consequentemente, a propensão ao equilíbrio energético positivo e à obesidade. O resultado é um ambiente propício a uma maior ingestão de energia e um menor gasto desta.

Um programa alimentar individual e flexível, com foco em reeducação, geralmente obtém mais sucesso, devendo considerar, além da quantidade de calorias, as preferências alimentares, condições socioeconômicas, estilo de vida e requerimento energético para manutenção da saúde.

A redução de peso é atingida a partir da orientação de uma dieta hipocalórica, com quantidades adequadas dos principais nutrientes (proteínas, minerais e vitaminas), baixa ingestão de gorduras e carboidratos e maior consumo de fibras. As modificações no estilo de vida (reeducação alimentar + atividade física + modificação comportamental) formam a base de qualquer plano de perda de peso.

Na presença do insucesso dessa intervenção, o tratamento medicamentoso pode ser indicado, atuando como adjuvante à terapia não medicamentosa. Há várias combinações de fármacos que têm ação no sistema nervoso central. Resultados de pesquisas recentes demonstram que o ácido hidroxítrico (HCA), extraído da casca da fruta cítrica Garcinia Cambogia, quando administrado antes das refeições pode levar a uma perda de peso em indivíduos obesos, reduzindo significativamente a ingestão de alimentos por meio do aumento da saciedade.

ROSANA PERIM COSTA é nutricionista, mestre em Ciências da Saúde e especialista em Nutrição em Cardiologia

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