Pergunto a um amigo, muito atarefado em seus negócios, como vão as coisas, e ele responde: ‘‘Está corrido’’. A resposta anima. Porque o que mais se tem ouvido é que está ‘‘tudo parado’’, e eis que alguém diz que está corrido. Pergunto a uma senhora, vendedora, como anda a vida, e ela diz: ‘‘Tudo sob controle’’. A resposta não anima. Gostaria de ouvir que tudo estava solto, pois se algo está sob controle não anda. Ante a mesma pergunta, um amigo publicitário responde: ‘‘Está difícil, mas se Deus quiser chegaremos lᒒ. Não é boa a resposta. ‘‘Está difícil’’ é uma afirmação negativa. E ‘‘se Deus quiser’’, mais ainda, pois duvida que Deus queira e nós temos de saber que Deus quer. E ‘‘chegaremos’’ é um tempo de verbo no futuro. Se todo dia ele afirmar isto nunca chegará, e fica como o ‘‘fiado só amanh㒒 da plaqueta do bar. Gostaria de ouvi-lo dizer: ‘‘Está fácil, Deus quer e já chegamos lᒒ.
O outro afirma que ‘‘o dinheiro está curto’’. Esperava que ele imaginasse um dinheiro comprido... Outro mais, vive afirmando que ‘‘a vida é uma luta’’, então o vislumbro brandindo uma espada, como o corpo cheio de machucaduras, pois ele vive lutando...
Um viajante comercial decidiu que vai mudar para uma certa cidade, porque ouviu dizer que lá está correndo dinheiro. Pensei então que, se aqui, no dizer dele o dinheiro está parado e mesmo assim ele não consegue agarrá-lo, imagine-se lá com o dinheiro correndo...
A um outro, muito honesto e trabalhador mas sempre bufando raivoso contra a vida, pergunto-lhe como está e ele responde do seu modo de sempre: ‘‘Do jeito que o diabo gosta’’. O diabo não existe, mas desse jeito ele cria um, já que o admite, e então passa a tê-lo como companheiro. Se ele dissesse, cheio de convicção e confiança, que está ‘‘do jeito que Deus gosta’’, gastaria a mesma energia e o resultado seria outro...
No prédio onde moro um amigo empresário vive afirmando que vem aí uma ‘‘quebradeira geral’’, e tanto afirmou isto que ele próprio acabou quebrando.
O que mais se ouve é isto: ‘‘Com o miserável salário que ganho não posso fazer nada’’. De fato, com este constante decreto mental e verbal a pessoa não poderá mesmo fazer grandes coisas. Mais provável é que se afunde.
‘‘Isto não é para mim’’, é o que afirma a maioria, diante de um bem aparentemente inatingível. Se a própria pessoa afirma que tal coisa não é para ela, quem o afirmará a seu favor?! Mas se ela colocar na cabeça que aquela determinada coisa é, sim, alcançável, e mentalmente tomar posse dela, com certeza a terá. Se não exatamente aquela coisa, algo igual.
Ao invés de ficar afirmando essa negatividade do ‘‘se Deus quiser’’, melhor é afirmar que Deus quer, e dar-Lhe graças por isto.
A energia que se consome com as negatividades é a mesma que se gastaria com o positivismo, mas o resultado, quanto diferença!
Neste ano de 98 o Brasil inteiro já decretou que em janeiro ninguém trabalha, nem faz nem compra nada; que fevereiro é carnaval, que a vida só começa em março; alguém lembra que este ano nem em março, porque no início de junho começa a Copa, e então só depois dela; mas alguém adverte que logo começa a campanha eleitoral, e nessa expectativa ninguém se aventura em grandes empreendimentos. Fica tudo para depois das eleições, mas logo é fim de ano, de novo Natal e réveillon, e depois janeiro, e o carnaval... Então vamos jogar tudo para março de 1999... E Deus, que a tudo assiste, compassivo, e sem interferir pois nos deu o livre arbítrio, dá de ombros como quem diz: ‘‘Se eles querem assim’’...
O que criamos em nossa mente transcendente, e proferimos através das palavras, assim acontece.
Ensina a sabedoria milenar que se o trabalhador está pronto o serviço aparece. Entenda-se aí que se estamos prontos a qualquer tempo, os negócios, as oportunidades, o dinheiro, aparecem!
Dura é a situação daqueles que afirmam que só fazem trabalhar e trabalhar e nunca saem do prejuízo. Se afirmam isto, criam uma tal convicção que tudo passa a acontecer exatamente daquela forma.
Trabalhar só no muque, com a cabeça puxando para trás, é como caminhar sobre esteira rolante: você anda e anda mas não sai do lugar. É preciso trabalhar, sim, mas dar o toque da beleza em tudo aquilo que fazemos; que o trabalho não seja uma luta, mas uma alegria, imaginando que o fruto do nosso esforço irá melhorar situações e beneficiar pessoas; que o dinheiro daí decorrente não é curto, mas comprido; que o ganho não é miserável, mas abundante e gerador de mais riqueza, não importa em que quantidade.
A vida nós dá o que esperamos dela. Pensar e falar é como preencher e assinar um cheque. Fez, está feito. Tem o valor que se lhe deu.
Não podemos brincar com pensamentos e palavras. Nossas mentalizações, nossas palavras e nossos atos são o poder de Deus manifestos em nós. E o poder de Deus age da forma que o direcionarmos.
A riqueza material é reflexo de nossa riqueza mental. A pobreza, idem, idem. Riqueza ou pobreza são apenas questão de opção.

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