Sobre a tarifa do pedágio
Em menos de um mês os paranaenses terão que arcar com o último reajuste do ano das tarifas controladas. Conforme contrato firmado, em 1º de dezembro os preços nas 26 praças de pedágio localizadas nas rodovias federais ficarão mais altos. No ano passado, as seis concessionárias que administram trechos de rodovias federais no Estado subiram os preços em 4,88%. No entanto, a estimativa é que este ano o reajuste seja maior considerada a inflação.
Conforme previsto em contrato, o reajuste é anual e calculado a partir de uma fórmula que utiliza seis índices relacionados ao andamento de obras rodoviárias calculados pela Fundação Getúlio Vargas. Certamente vai representar mais um peso no bolso dos paranaenses. Neste ano, os consumidores já arcaram com um dos mais altos reajustes da tarifa de energia elétrica, sem contar a inflação uma das maiores dos últimos anos e os pesados reajustes de impostos. Na mesma proporção, os trabalhadores perderam poder de compra.
No entanto, no Paraná o que tem que ser observado é o cumprimento integral do contrato, não apenas a concessão do reajuste. É importante que a comunidade e entidades representativas da sociedade cobrem a realização das obras previstas. No geral, a malha rodoviária precisa de duplicações e obras de apoio como viadutos e contornos. O recape e a sinalização estão adequados, mas tudo isso é muito pouco, considerando o alto valor das tarifas entre as mais caras do País.
A poucos anos do fim das concessões das rodovias, é importante que a sociedade acompanhe as negociações atentamente. Obras importantes e que resolverão os gargalos da infraestrutura logística estadual têm que ser incluídas e executadas logo no início da concessão. É inaceitável que a população espere mais 20 anos para ter alguns trechos importantes duplicados.





