A segurança pública é uma das questões mais nevrálgicas do País. Alta taxa de homicídios, de furtos e roubos, de tráfico e consumo de drogas e de contrabando de armas. Somado a esse cenário, da parte do Estado ainda temos uma das polícias que mais mata no mundo, uma legislação arcaica somada a uma Justiça morosa e uma fronteira gigantesca praticamente sem qualquer controle. O resultado é óbvio e vivenciado diariamente pela população: a permanente sensação de insegurança.
Importante registrar que nem mesmo a redução da desigualdade social – promovida pela ampla variedade de programas de distribuição de renda – e a quarta maior população carcerária do mundo conseguiram contribuir para a redução dos índices de criminalidade. Diante de uma situação dessas, o que fazer? É preciso cobrar das autoridades uma agenda e um compromisso mais efetivo com o propósito de reduzir esses índices.
Essa semana, o governador reeleito Beto Richa (PSDB) deu posse ao novo secretário de Segurança Pública, Fernando Francischini. Delegado federal licenciado, ele disse que pretende mudar a forma de atuação da polícia, direcionada para o comando de operações. Apesar da redução de alguns índices no Estado, mês passado houve um aumento significativo do número de homicídios em Curitiba e Londrina; além disso, ao longo do ano houve um crescimento significativo de explosões de caixas eletrônicos em municípios pequenos. Outro ponto importante mencionado é o controle da fronteira, principalmente em Foz do Iguaçu (Região Oeste).
Se as estatísticas apontam que quase 90% de todas as armas e drogas que entram no País ocorre via fronteira, é preciso agir. O trabalho integrado com outros Estados é importante porque une forças em torno de um objetivo comum. A população deve ficar atenta para acompanhar e cobrar as ações desenvolvidas e também para pressionar o governo federal a implantar programas mais efetivos e que tragam mais resultados positivos.

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