Sobre a mobilidade urbana
A sustentabilidade e a preservação ambiental são conceitos em destaque no mundo moderno. Seja por necessidade ou por consciência, as pessoas têm se voltado a essas questões. E, dessa forma, a mobilidade urbana tem gerado muitas discussões. Afinal, as cidades estão preparadas? Embora já tenha sido editada uma lei federal para dispor sobre essa questão e tornar prioridade os transportes não motorizados, os carros ainda são o foco da maioria dos municípios.
Importante lembrar que os veículos sempre foram priorizados no transporte urbano. Seja por meio de políticas governamentais de incentivo à economia e à indústria automobilística ou simplesmente pela má qualidade do transporte público, carros e motos ganharam as ruas de todo o País nos últimos anos. No entanto, na outra ponta não foram feitos investimentos que melhorassem a malha urbana. A maioria das cidades até promoveu alguma melhoria nas vias, mas nenhuma obra significativa chegou a ser feita.
E com tantos congestionamentos, aumento da poluição e piora da qualidade de vida das pessoas, que passaram a perder mais tempo no deslocamento, as ciclovias voltaram ao foco. Matéria de hoje desta FOLHA aborda o assunto e relata o dia a dia de pessoas que enfrentam na prática o problema. As cidades carecem de projetos e estudos que viabilizem o transporte. Não basta pintar faixas nas ruas, sem interligação que facilitem o deslocamento e, principalmente, sem comunicar ao público. Da forma como vem sendo feito não há resultado: as ciclovias são pouco utilizadas pelos ciclistas e os motoristas continuam desrespeitando as faixas.
É preciso tornar o trânsito mais amigável entre todos, do pedestre ao ônibus de transporte coletivo. É um objetivo que deve ser buscado, mas que só será atingido a partir da conscientização e do compromisso de todos. É um trabalho de longo prazo, mas que tem que ser iniciado. Trata-se de uma mudança de mentalidade, de comportamento, de novas políticas públicas.





