A falta de planejamento urbano e de investimentos em obras de infraestrutura têm afetado diariamente a vida dos londrinenses. As ruas estreitas e o excesso de carros impactam negativamente no tempo de deslocamento da população. Índice de Vulnerabilidade Social, divulgado recentemente pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, aponta que 13,83% dos londrinenses gastam mais de uma hora para chegar ao trabalho enquanto o índice nacional apurado é de 10,33%.
O percentual por si só dispensa explicações. Ainda que seja um índice antigo, uma vez que para a avaliação foi analisados dados de 2000 a 2010, parece que a realidade atual pouco mudou. Em andamento está o projeto SuperBus, orçado em R$ 146,705 milhões, que deve estar concluído em 2018. Estão previstas obras para implantação de corredores exclusivos de ônibus, modernização dos pontos e reforma dos terminas. Já a implantação das ciclovias ainda patina. Foi anunciado pelo Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano a criação de 40 quilômetros de faixa, mas nem tudo saiu do papel.
Por enquanto, apenas as ciclofaixas do centro estão pintadas. Ainda que esse plano tenha sido elaborado com base em pesquisas feitas com ciclistas e que faça parte de uma "rede" que interligará vários pontos da cidade, não há muitos esclarecimentos aos cidadãos. Trabalhadores utilizam essas poucas ruas do centro para se locomover em direção ao trabalho? Houve um estudo sobre a utilização e os impactos dessas faixas nas ruas? Se as ciclovias são fundamentais atualmente à convivência harmoniosa nas cidades, no mínimo deveria ter sido elaborada uma ampla campanha com intuito de conscientizar e educar motoristas, pedestres e ciclistas, o que também não foi feito.
Se a opção dos governos sempre foi incentivar o transporte individual, em carros, agora chegou a conta. É preciso promover uma mudança cultural, que leva tempo. No entanto, as soluções apresentadas até agora ficaram a desejar e estão aquém das necessidades atuais.

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