Criar e manter uma escola de formação de profissionais como garçom, barman e atendentes. Essa foi a solução encontrada pelo empresário Alexandre Guimarães para suprir a falta de profissionais qualificados no setor para trabalhar em seus restaurantes e bares. Guimarães criou a Fundação Pedro Domingos Fontana, e, a partir dela, a ''Escola de Clientes'', cujo foco principal é tornar os alunos especialistas em atendimento.
O empresário lembra que nos EUA e em países europeus, como a Itália, há cursos superiores de preparação para ser garçom. ''No Brasil, a maioria procura essa profissão como última alternativa. Mas ela exige qualificação. O garçom representa o proprietário atendendo'', compara. Ou seja, se o profissional não sabe falar nem se comportar corretamente e não tem conhecimento técnico, a imagem do estabelecimento e até do próprio dono fica comprometida.
O curso tem 30 vagas e duração de um mês. Além de as aulas serem gratuitas, o aluno recebe vales para alimentação e transporte. Como metade da carga horária é destinada para se colocar em prática o conhecimento técnico adquirido, atuando no dia-a-dia de estabelecimentos, o futuro profissional ainda recebe um salário.
Some-se a isso o fato de ser exigido do candidato apenas o ensino fundamental e nenhuma experiência prévia, e a impressão que se tem é de que se trata de uma grande oportunidade oferecida literalmente ''de bandeja'' para quem quiser. Mas o problema, por incrível que pareça, é que nem todos querem.
Guimarães conta que, durante o curso ou mesmo ao final dele, muitos (principalmente os mais jovens) simplesmente desistem, sob justificativas variadas, como ter que cuidar de algum familiar, não querer trabalhar em finais de semana ou não se adequar à disciplina exigida pelo curso, que não tolera faltas nem atrasos. ''Parece que os jovens de hoje não estão dispostos a abraçar uma causa e lutar por seu futuro. Muitos têm a mentalidade imediatista, não pensam em seguir uma carreira'', avalia.
Outro fator que leva alguns jovens a não quererem trabalhar como garçom é o preconceito. ''Em São Paulo, por exemplo, uma boa parcela dos estudantes trabalha com isso. Em Londrina, eles ficam com vergonha de ter que atender uma mesa de conhecidos'', lamenta. Por conta disso, o empresário conta também com a indicação de pessoas para o curso, que disponibiliza ainda vagas para a Guarda Mirim.

Serviço:
Interessados em fazer o curso devem entregar currículo no Mercado Guanabara ou mandá-lo para dida@ mercadoguanabara.com.br. A próxima turma começa depois do carnaval. Informações: (43) 3336-8181.

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