Só 5 estados têm delegacia especializada
Curitiba A falta de setores e pessoas especializadas nos crimes virtuais não se restringe apenas ao Paraná. Em todo o País, existem poucas delegacias que apuram este tipo de delito. O delegado de polícia em São Paulo, chefe do Setor de Crimes pela Internet, Mauro Marcelo de Lima e Silva, informou que existem setores especializados apenas em São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Brasília. O problema, diz ele, é quando esses crimes ultrapassam fronteiras o que acontece com frequência e não há respaldo para investigação em outros estados.
O delegado, que é formado pela Academia Nacional do FBI e membro da Police Futurists Internacional (PFI), alerta que não existe estatística confiável sobre a quantidade de pessoas conectadas. ''A absoluta falta de controle no uso da internet tem criado espaços exclusivos para a disseminação de atividade criminosa'', explica. Esclarece ainda que a maioria das vítimas dos crimes, principalmente as empresas, não comunica os crimes à polícia por causa da ''síndrome da má reputação'', preferindo assumir os prejuízos com medo da propaganda negativa.
Para o delegado, a solução para o combate aos crimes de computadores começa pela prevenção. ''As grandes empresas precisam treinar grupos de análise de risco e gerenciamento de crises, identificando ameaças ao sistema, suas vulnerabilidades e contra-medidas a serem adotadas, bem como coletar indícios e provas, colaborando para uma eventual investigação policial.''
O delegado paulista afirma que no Brasil existe um absoluto despreparo por uma geração de policiais ''que nem sabe para que serve um mouse de computador''. Segundo ele, existe a urgência da criação de leis que determinem a punição das novas condutas criminosas que surgem no esteio dessa nova tecnologia, além de uma legislação que permita à polícia agir com mais eficiência no combate a esses delitos ''que não param de crescer''.





