Sistema educacional brasileiro
Infelizmente, ainda temos muito a melhorar em relação ao domínio da língua inglesa. O sistema educacional brasileiro, na maior parte das vezes, não consegue dar conta dessa formação, estando mais focado nas habilidades específicas de cada área, deixando de lado competências fundamentais para o bom desempenho deste futuro profissional e o conhecimento de uma língua estrangeira seria uma delas.
Desta forma, um dos critérios para admissão de egressos das universidades no mercado de trabalho acaba sendo o conhecimento da língua inglesa. O inglês passa a ser uma barreira e um critério de exclusão. Nosso objetivo é inverter essa equação, promovendo o ensino da língua de forma a qualificar o profissional para os mais diversos níveis de exigência do mercado de trabalho.
Um dos instrumentos mais utilizados para medir a proficiência em língua estrangeira são os exames internacionais. Dentre eles, há aqueles voltados à admissão na FGV e MBAs, a uma possível graduação nos EUA, ao inglês de negócios, a quem quer estudar na Europa ou Inglaterra e a processos de imigração para o Canadá, Austrália e Nova
Zelândia.
Sem dúvida, há muito o que melhorar em relação ao ensino de inglês nas escolas privadas e públicas de nosso país. Gilberto Dimenstein afirma que existe um novo tipo de analfabetismo funcional no mundo: trata-se da parcela da população que não tem domínio da língua
inglesa.
Vale lembrar que nunca se falou tanto sobre a importância da língua inglesa para o mercado de trabalho como nos dias de hoje. No meio acadêmico, para alguns autores como David Graddol, ela ganhou o status de língua franca, ou seja, da integração, idioma que não pertence a ninguém e é usado na comunicação entre pessoas de diferentes locais.
Acredito que é preciso redimensionar o papel do ensino da língua inglesa no Brasil, considerando esta habilidade como um verdadeiro mecanismo de inclusão social e uma entrada definitiva para o mercado global.
Esse idioma não é mais um diferencial e sim um requisito essencial, exigido pela maioria dos profissionais, sejam eles executivos, profissionais liberais ou pesquisadores.
Cláudia Taha, empresária





