Sindicato denuncia repasse a multinacional
Para o Sindicato dos Petroleiros do Paraná e Santa Catarina (Sindipetro PR/SC), mais importante do que a briga pelo território é a manutenção da exploração do petróleo na Bacia de Santos. Segundo o presidente do Sindipetro, Roni Anderson Barbosa, a Petrobras estaria negociando o repasse do bloco para uma multinacional, onde estão os campos Tubarão, Estrela do Mar, Coral, Caravela e o poço SCS-10.
O primeiro sinal nesse sentido teria sido o anúncio do fechamento da Unidade de Negócios Sul (UN-SUL), com sede em Itajaí (SC), no início deste ano. O fechamento estaria previsto para os próximos dias. De acordo com o presidente do Sindipetro, a produção na Bacia de Santos é importante para fornecer óleo leve para o refino do petróleo da Bacia de Campos. Ele explica que as refinarias brasileiras foram construídas nas décadas de 60 e 70 para processar óleos leves, mas depois começou a exploração de petróleo na Bacia de Campos, onde o óleo é mais viscoso.
''Misturando esse petróleo de maior qualidade, leve, ao petróleo da Bacia de Campos, não vamos mais precisar importar petróleo'', argumenta. Barbosa questiona a intenção da Petrobras de centralizar as operações na Bacia de Campos. ''Só o campo de 1-SCS-10 tem potencial para produzir 500 milhões de barris de petróleo, o que significa mais de US$ 15 bilhões só neste poço''.
A assessoria de imprensa da Petrobras informou que a empresa não fala sobre o assunto, tampouco sobre o litígio das delimitações do mar territorial, que seria responsabilidade da Agência Nacional do Petróleo (ANP). A partir de janeiro, o consórcio Petrobrás-Queiroz Galvão-Coplex e Starfish começa a explorar comercialmente o campo Coral, onde existem três poços. Nesse projeto, que também engloba o campo Estrela do Mar, a Petrobrás tem 35% de participação do empreendimento e é responsável pelos projetos e pela operação da área.





