Sinal de vitalidade da democracia brasileira
O eleitorado cresceu no ano passado, com mais de 1 milhão de registros realizados em todo o país
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 20 de janeiro de 2026
O eleitorado cresceu no ano passado, com mais de 1 milhão de registros realizados em todo o país
Folha de Londrina 
O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) divulgou o expressivo crescimento no eleitorado brasileiro, com 1 milhão de registros sendo realizados em 2025.
Segundo a Corte, o número de eleitoras e eleitores aptos a votar passou de 154,29 milhões, em maio do ano passado, para 155,38 milhões em dezembro. Um aumento superior a 1,09 milhão de registros no período.
Para o TSE, o aumento se deve não só por por novos alistamentos, mas também pelo alto número de pessoas que regularizam seus títulos eleitorais.
Ainda segundo o Tribunal, o movimento de expansão ocorre após a atualização cadastral realizada no primeiro semestre de 2025. De 30 de maio a 2 de junho foram cancelados títulos de eleitores que não haviam comparecido às urnas em três eleições consecutivas, conforme previsto em leis. Desde então, os dados apontam uma retomada gradual do cadastro, com o retorno de parte desse público à condição de eleitor apto.
O número de eleitores cresceu em todas as regiões do país. O Sudeste apresentou o maior aumento absoluto, com mais de 370 mil novos eleitores aptos, seguido pelo Nordeste (251,7 mil) e pelo Sul (153,2 mil). Na sequência, aparecem as regiões Norte (134,6 mil) e Centro-Oeste (130,1 mil). O eleitorado no exterior também cresceu, com incremento de 51,8 mil eleitores regularizados no período.
Em Londrina, a Justiça Eleitoral cancelou, em maio de 2025, mais de 20 mil títulos de eleitores irregulares e o número de pessoas aptas a votar caiu de 401.380 para 380.002 eleitores. Mas depois, 4 mil pessoas regularizaram a situação ou tiraram a primeira via do título até dezembro de 2025, fazendo com que a cidade chegasse a 383.946 eleitores.
A análise por faixa etária mostra que o crescimento do eleitorado se concentrou principalmente entre pessoas mais velhas. Os maiores avanços foram registrados entre eleitores de 65 a 69 anos, com acréscimo de 241,9 mil registros, seguidos pelas faixas de 45 a 49 anos, com 230,9 mil, de 75 a 79 anos, com aumento de 198,8 mil — grupo para o qual o voto é facultativo — e 60 a 64 anos com 197,4 mil.
No recorte por gênero, a expansão do cadastro eleitoral apresentou comportamento equilibrado. De maio a dezembro de 2025, em termos proporcionais, o avanço foi ligeiramente maior entre os homens com registro de 0,75%, ante 0,67% entre as mulheres.
A retomada do cadastro, a ampliação da biometria e o engajamento de diferentes faixas etárias indicam que o ato de votar segue sendo compreendido como um direito e também como um dever cívico. Cabe agora à Justiça Eleitoral, aos partidos e à sociedade civil transformar esse avanço numérico em participação consciente, informação de qualidade e escolhas responsáveis, fortalecendo o processo democrático não apenas nas urnas, mas no cotidiano do país.
Obrigado por ler a FOLHA!


