Sinal de alerta
Indicador mais positivo da economia brasileira, a taxa de desemprego subiu em janeiro. Embora seja uma variação sazonal, uma vez que em janeiro tradicionalmente a taxa aumenta na comparação com dezembro, há indícios de que a situação pode perdurar. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) a taxa de desemprego das seis maiores regiões metropolitanas do País subiu em janeiro para 5,3%, acima do 4,3% em dezembro. Em janeiro de 2014, o percentual também havia sido menor: 4,8%.
Importante lembrar que a taxa vinha caindo desde setembro. No mês passado a população desocupada (estimada em 1,3 milhão nas seis maiores metrópoles do País) aumentou 22,5% frente a dezembro (237 mil pessoas a mais) e 10,7% em relação a janeiro de 2014 (125 mil pessoas a mais). Já o total de ocupados (23 milhões) caiu 0,9% em relação a dezembro (menos 220 mil pessoas) e ficou estável na comparação com janeiro de 2014.
Esses índices não chegam a trazer alguma surpresa. Essa movimentação era esperada por especialistas uma vez que a geração de empregos estava baixa. Mesmo com a queda da atividade econômica, os empresários estavam "segurando" a mão de obra. Nos anos de crescimento, o mercado abriu muitas vagas tanto para cargos qualificados quanto para menos capacitados. Além disso, o aquecimento contribuiu para elevação dos salários, bem acima da produtividade. Se as demissões não ocorreram antes, é porque os empresários ainda apostavam em uma recuperação.
Agora, sem sinais de melhora não há mais alternativas. Com menos pessoas empregadas a economia cresce menos. O consumo e o investimento caem. O sinal de alerta foi aceso, não há como negar. É de se esperar agora que novas medidas sejam tomadas a fim de reduzir os prejuízos e que o País encontre novamente a rota do crescimento.





