Sinais de recuperação na construção civil
O setor da construção civil começa a dar sinais de que 2017 pode ser melhor que o ano passado, apesar do cenário político conturbado. Levantamento do Depec (Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos) do Bradesco, baseado em números do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), projeta que o PIB (Produto Interno Bruto) da construção pode fechar, este ano, com alta de 1%. Em reportagem nesta segunda-feira (10), a Folha de Londrina mostra que especialistas e empresários do ramo estão otimistas. As expectativas para o segundo semestre são boas. Um número levantado pela FOLHA com a Caixa, principal financiadora imobiliária do País, aponta um valor de contratações 10% maior do que o primeiro semestre do ano passado na região de Londrina. Um bom sinal é que a Caixa liberou R$ 80 bilhões para financiamento este ano no Brasil e praticamente 50% já foi utilizado. Outra evidência é que o setor voltou a contratar em 2017 e, no caso do Paraná, a trajetória de recuperação está acontecendo antes do que o nacional. Segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, entre janeiro e maio foram 29.444 contratações contra 26.569 demissões, um saldo líquido de 2.875 empregos gerados no Paraná. Já os números do País continuam no vermelho: foram 409.237 contratações e 433.303 demissões, saldo negativo de 24.066. Especialistas ouvidos pela reportagem, no entanto, não acreditam que o "boom" do passado retornará em curto prazo. Para isso acontecer, o País precisa estabilizar o cenário econômico e político, apresentando um horizonte mais seguro para os investidores estrangeiros e para que a população tenha confiança em voltar a consumir.





