Sinais da economia
Até mesmo as estatísticas oficiais começam a mostrar que a economia dá sinais de desaquecimento. Inflação em alta, aumento da taxa básica de juros, interferência do governo para frear a apreciação do dólar, aumento do desemprego, produção industrial, inadimplência dos consumidores e movimentação do comércio. Todos esses indicadores mostram que a economia não vai bem.
Balanço divulgado pela Receita Federal aponta para uma queda de 1,63% na arrecadação no Paraná. A maior redução proporcional ocorreu na arrecadação de Imposto sobre Operações Financeiras, seguida pela Contribuição Social Sobre Lucro Líquido, Imposto de Renda retido na fonte de pessoas físicas e jurídicas e Contribuição Financeira e Seguro Social. A análise feita tanto pela Receita como pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social é de que houve diminuição da atividade econômica do Estado.
O último levantamento divulgado pela Confederação Nacional da Indústria aponta para uma redução da atividade em março. Embora em ritmo menos intenso do que o registrado em fevereiro, o indicador apurado aponta para redução da atividade. Em março do ano passado havia sido registrada expansão. O indicador do nível de emprego também caiu tanto em comparação com fevereiro como em relação ao mesmo mês do ano passado. No entanto, é certo que a produção industrial está estagnada há anos.
Problemas de competitividade, custos de produção elevados, entre outros fatores, levaram à ocorrência de um cenário como esse. E, com esse pano de fundo, surge a polêmica das pesquisas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Além da revolta dos pesquisadores, há o alerta para a falta de recursos direcionados ao órgão. É importante que os institutos oficiais de pesquisa estejam devidamente aparelhados porque dados econômicos precisam ter qualidade e abrangência, devido a sua importância. A credibilidade de um
instituto como esse não pode ser abalada ou colocada em xeque por apenas um
governo.





