Setor de call center deve abrir 75 mil vagas
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segunda-feira, 18 de dezembro de 2006
Da Redação 
O setor brasileiro de call center, um dos maiores empregadores, deve fechar 2006 com 675 mil trabalhadores, ou 10% de crescimento em relação a 2005, e faturamento de R$ 4 bilhões, somente por parte das empresas do setor que operam como terceirizadas. A Associação Brasileira de Telesserviços (ABT) prevê a criação de 75 mil novos postos de trabalho ao longo de 2007 e aposta na manutenção de crescimento no patamar de 10%.
''Com a percepção crescente de que o bom atendimento ao cliente pode gerar valor agregado à marca e ao produto, as empresas estão profissionalizando cada vez mais seus call centers'', diz Topázio Silveira Neto, presidente da ABT. ''Além disso, os serviços públicos e empresas estrangeiras - interessadas em internacionalizar suas centrais - estão entre as principais contratantes em potencial do setor em 2007.''
Silveira Neto lembra que tal crescimento será viabilizado com a publicação do Decreto nº 51.300, de 23/11/06, assinado pelo governador de São Paulo Claudio Lembo. O decreto prorroga até dezembro de 2007 a redução da base de cálculo do Imposto Sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) nas contas telefônicas das empresas de call center instaladas em São Paulo.
Para assegurar que o crescimento seja acompanhado de profissionalismo, o setor lançou o Programa Brasileiro de Auto-Regulamentação (Probare), com um Código de Ética, uma ouvidoria para os consumidores (pelo site www.probare.org) e a certificação das empresas (com um Selo de Ética e/ou uma Norma de Maturidade) que passarem por auditoria independente.


