MACAPÁ - O governador do Amapá, Alberto Capiberibe (PSB), decretou ontem estado de calamidade pública no Estado. O motivo: a União suspendeu o pagamento de 992 servidores públicos federais que estão à disposição do Amapá e ameaça cortar mais 6.100 trabalhadores da sua folha de pagamento. Ex-território, o Estado tem apenas 8 mil servidores e conta com os serviços de outros 12 mil funcionários, pagos pela União. ‘‘Se a administração estadual perde esses servidores, o Amapá pára’’, diz Capiberibe.
Com o respaldo do decreto de calamidade, o governo estadual criou um auxílio de assistência social, aprovado ontem, por unanimidade, na Assembléia Legislativa. Foi a forma encontrada pelo governo para não ficar sem os 992 servidores por enquanto. Com essa verba o Amapá vai bancar estes salários por quatro meses, mas Capiberibe já avisou: se os funcionários forem excluídos da folha da União, o Estado não tem como assumir.
O governador, com o Sindicato dos Servidores Públicos do Amapá e a Confederação Nacional dos Servidores Públicos Federais, tenta mobilizar a bancada amapaense no Senado e na Câmara. A intenção é recorrer ao presidente Fernando Henrique Cardoso e o ministro da Administração Federal, Luiz Carlos Bresser Pereira, para reverter a situação.

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