Curitiba - Os servidores da Justiça do Trabalho no Paraná realizam uma assembléia amanhã para decidir se continuam a greve iniciada no dia 24 de maio. A categoria reivindica a aprovação de um plano de cargos e salários, que já está na pauta da Câmara dos Deputados para ser votado.
Segundo a coordenadora geral do Sindicato dos Servidores da Justiça do Trabalho (Sinjutra) paranaense, Rosangela Losado, os servidores temem que o projeto não seja aprovado por falta de quórum. ‘‘Há mais de um mês a Câmara não consegue atingir o número mínimo de deputados para votar. Caso nosso plano de carreira não seja votado até o recesso parlamentar, iremos manter a greve, possivelmente com a adesão dos servidores das Justiças Federal e Eleitoral’’, comentou. O recesso parlamentar deve começar no início de julho.
O temor dos servidores é que o quórum mínimo não seja atingido devido às convenções partidárias que estão ocorrendo neste mês, quando a maioria dos congressistas volta às suas bases para articulações. Entretanto, a eleição também é utilizada como um trunfo pelos servidores do Judiciário para pressionar a votação do plano.
Os sindicatos, não apenas os vinculados à Justiça do Trabalho, ameaçam paralisar as atividades nos Tribunais Eleitorais caso o plano não seja aprovado, justamente no período em que os candidatos podem pedir a impugnação de candidaturas de seus concorrentes.

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