Londrina - Na Sercomtel, operadora de telefonia fixa e móvel de Londrina, a redução de funcionários nos últimos anos foi significativa. Em 1996, eram 902 pessoas. Hoje, somando a telefonia fixa e celular, são 682. ''Mas ao contrário do que ocorreu no setor de telefonia no Brasil, na Sercomtel a redução foi natural, sem choques. Fizemos um Plano de Demissão Incentivada (PDI), em 98, que, somado às aposentadorias e aos pensionistas, resulta no atual quadro'', informa o presidente da empresa, Francisco Roberto Pereira.
O desenvolvimento de novas tecnologias e a tendência de tercerização de atividades que não sejam as atividades fins das empresas de telefonia são os principais motivos apontados para a redução do quadro de funcionários do setor. Pereira garante, no entanto, que a filosofia da Sercomtel é a de não promover demissões e continuar reduzindo o quadro na medida em que os funcionários mais antigos forem se aposentando.
Em caso das aposentadorias ocorrerem em setores que seja essencial a reposição, o serviço poderá ser terceirizado. ''A Sercomtel ainda tem funcionários próprios trabalhando na manutenção de redes, na instalação e reparação de linhas'', cita Pereira.
Ele não tem dúvidas de que a tendência é que o setor funcione com um número cada vez mais reduzido de mão-de-obra. ''No passado, com as centrais eletromecânicas (analógicas) era necessário um técnico para cada mil terminais analógicos instalados. Hoje, com as centrais digitais, trabalha um técnico para cada 12 mil terminais instalados'', informa Pereira. A Sercomtel fixa possui 3,37 funcionários para cada mil acessos instalados.
Outros setores também tiveram redução de funcionários. Até 1997, a Sercomtel mantinha 120 telefonistas. O setor foi terceirizado e hoje a empresa responsável pelo atendimento ao cliente da Sercomtel é a Ask! Companhia Nacional de Call Center. ''Nosso objetivo é crescer e otimizar nossos recursos'', comenta Pereira.

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