Será que vivemos uma democracia?
Ética no Senado
Não há como não se surpreender com mais da metade dos novos membros do Conselho de Ética. Isto só comprova (mais uma vez) que o Senado não está só ignorando as reclamações da população sobre o número crescente de irregularidades divulgadas na mídia, como está querendo curtir um pouco com a cara do povo. Há ironia maior que nomear como titular uma celebridade na quebra de decoro parlamentar? Acredito que grande parte da população acredita que o último lugar que este cidadão - João Alberto Souza (PMDB-MA) - deveria estar trabalhando é no Conselho de Ética.
ANA CAROLINA SEKIAMA (estudante) - Londrina
Democracia
Será que vivemos uma democracia? Na última semana acompanhando o noticiário pela TV, jornais e internet, só vimos notícias de fraude: na merenda escolar, em obras e na saúde em Londrina pelas famigeradas Oscips. Até quando o povo vai resistir a essas fraudes? Em 2012 teremos eleições para prefeito e vereadores, vamos começar por Londrina a fazer uma faxina em nossos representantes. Que surja do meio dos cidadões de bem uma nova liderança para promover mudanças e moralizar a administração pública de Londrina e aplicar o princípio máximo da democracia: governo do povo para o povo.
GERALDO SAPATEIRO (contador) - Londrina
Preço dos combustíveis
É engraçado o governo anunciar que reduzirá de 6% a 10% os preços dos combustíveis nos postos. Qual foi o motivo de deixarem esses preços dispararem tanto? Chegando o litro da gasolina a mais de R$ 3 e o do etanol na casa dos R$ 2,80. Somos os maiores produtores mundiais de etanol à base de cana-de-açúcar, ouvimos a quase todo momento falar em autossuficiência de petróleo e em pré-sal e, mesmo assim, temos que pagar por um dos combustíveis mais caros do planeta. Por sinal, pré-sal e Petrobras foram as grandes bandeiras da campanha do PT, que diziam, quase a todo instante, que a estatal seria de todos os brasileiros. Será que para nós, consumidores, a Petrobras traz algum benefício? O que ganhamos com ela? Será que uma privatização, como ocorreu com a telefonia, não diminuiriam bruscamente os preços dos combustíveis para o consumidor final? Enquanto muitos políticos vão se beneficiando e se vangloriando em nome dessa grande estatal, nós pagamos a conta.
GUILHERME ACQUAROLE (engenheiro agronômo) - Londrina
Administração municipal
Tendo que conviver com ruas esburacadas, falta de médicos nas Unidades Básicas de Saúde, com praças e locais públicos depredados e que não contam nem com iluminação (utopia pensar em local de lazer para cidadãos de bem), com o problema da dengue, na prevenção e atendimento. Agora com mais um escâncalo de corrupção na saúde, começo a duvidar do sistema municipal que administra um orçamento maior que R$ 1 bilhão, isso para não falar dos políticos.
VINÍCIUS AUGUSTO PAIVA E SILVA (representante comercial) - Londrina
Reforma agrária
Apesar de possuir apenas 2,3% do território nacional, o Paraná produz mais de 20% da safra de grãos do País. Espanta-me ler notícias como Fazenda é adquirida para reforma agrária (Geral, pág.6, 11/05) na qual o Incra informa que comprou a fazenda Pau Dalho, em Jundiaí do Sul, por R$ 27.780,00 o alqueire. Existem áreas sendo ofertadas ao Incra, no Acre, pelo valor de 3 sacas de soja/alqueire, ou seja, R$ 100 (preço da soja no Acre). Numa conta simples, descobrimos que pelo custo de cada assentado no Paraná, poderíamos colonizar uma nova fronteira agrícola com 250 famílias (lá a reserva legal é de 30% contra 20% daqui). O Incra espera colocar 68 famílias na área paranaense. No Acre então caberiam 17 mil famílias. Qual a lógica de se fazer reforma agrária nas terras mais caras e produtivas do Brasil?
MARCOS PROCHET (produtor rural) - Londrina
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