A idéia do Centro de Valorização da Vida (CVV) surgiu após a Segunda Guerra Mundial. Preocupado com os casos de suicídio, o reverendo Chad Varah, que morava em Londres, percebeu um aumento no número de pessoas que precisavam conversar. Decidiu então publicar num jornal o número do telefone para atender os que desejassem.
Com um número grande de interessados, o reverendo acabou pedindo para que as pessoas fossem pessoalmente até um salão onde as atenderia individualmente. Um fato curioso foi notado pelo reverendo, que percebia a redução de pessoas na sala de espera. A mulher que cuidava da faxina do salão acabou dando a pista. Enquanto aguardavam o atendimento, as pessoas comentavam com ela sobre seus problemas e iam embora. Elas desabafavam e a agradeciam por tê-las ouvido.
''O CVV conta basicamente com pessoas de boa vontade e que são treinadas para ouvir apenas, acreditando que cada ser humano tem condições de resolver seus problemas. Precisam apenas de apoio, compreensão e aceitação'', destaca a voluntária Lucilia Defreitas Pedroso. L.M.

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