Sensação de insegurança
Assim como vários serviços públicos, a segurança - um direito constitucional dos brasileiros - tem deixado a desejar. A escalada do tráfico e do consumo de drogas em praticamente todos os municípios do País e o esvaziamento das polícias Civil e Militar contribuíram para fortalecer a sensação de insegurança. Estatísticas divulgadas pela Secretaria Estadual de Segurança Pública apontam que, no ano passado, houve queda nos índices de criminalidade.
O número de homicídios, por exemplo, caiu 5,8% no Paraná. Ao todo foram registradas 3.085 ocorrências em 2011, contra 3.276 em 2010. Na região de Londrina (em uma área que compreende sete municípios), o índice de homicídios foi reduzido em 3,7%, queda menor do que a estadual, com 132 ocorrências. Na região, também caíram os registros de furtos e roubos. Desta forma, os números comprovam que houve uma relativa melhora na segurança dos cidadãos, o que não tem sido percebido pela maioria.
Outro fator que corrobora para a afirmação é o crescimento do efetivo das guardas municipais, como apontou reportagem de ontem desta FOLHA. Em 2004, o Estado contava com 2,6 mil homens, número que saltou para 3,5 mil, um crescimento de 36%. As corporações municipais estão instaladas em 24 cidades, contra 18 no início dos anos 2000. Em muitos casos, os guardas sequer portam armas de fogo. No entanto, a sua presença nas ruas contribui para que as pessoas se sintam mais seguras.
A criminalidade e a segurança pública dependem de ações integradas entre vários órgãos. A educação é fator fundamental. É preciso investir em atividades de contraturno escolar para crianças, em educação profissionalizante para jovens, em programas que se preocupem com a formação das pessoas. Essas ações são algumas das maneiras de afastar os menores das ruas que, cada vez mais cedo, têm sido cooptados pelos criminosos. Se não houver um esforço conjunto de vários setores os índices o cenário atual não será modificado.





