Senai buscando melhorar mão-de-obra
Não deixa de ser uma boa notícia a de que escasseiam trabalhadores formados nas áreas técnicas, no Brasil - porque isto significa que existem possibilidades de emprego - embora denigra um pouco o sistema escolar de preparação de mão-de-obra, que além de não produzi-la com a suficiência necessária não proporciona grande qualidade profissional. Esse alerta foi feito recentemente pelos industriais do Estado de São Paulo, que por isso estão eles mesmos adicionando treinamentos em suas próprias empresas. Com toda certeza as escolas profissionalizantes irão se aperfeiçoando em função dessa denúncia.
Por estes dias leu-se neste Jornal que o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) pretende investir R$ 1 bilhão no Paraná para formar 100 mil profissionais nos próximos quatro anos. A iniciativa foi anunciada pela Confederação Nacional da Indústria (mantedora do Senai), que pretende aplicar R$ 10 bilhões para lançar no mercado 16 milhões de trabalhadores especializados em todo o País. Esse investimento é conseqüência do aumento da demanda no setor industrial e, por extensão, também no de serviços. Existem hoje no Paraná 30 mil indústrias e 30 unidades do Senai, e uma grande procura por trabalhadores especializados, que não exigem necessariamente formação universitária mas cursos gabaritados para o segmento técnico, principalmente.
Mas de todo o modo deve-se valorizar a implantação fundamental de universidades tecnológicas, que caminham paralelas com todo o gênero de cursos profissionalizantes. Conforme declara a direção do Senai no Paraná, os novos ventos da economia exigem profissionais de formação superior e também os não-universitários, e por isso a instituição anuncia a ampliação dos 400 cursos que oferece e a criação de novos - os de meio ambiente e celuloso e papel - em fase de legalização. Os cursos do Senai paranaense atendem às necessidades apontadas pelos industriais do Estado.
Há um visível crescimento econômico no Brasil, e isso tem pouco de mérito governamental e sim da iniciativa privada. Na verdade o Governo atrapalha muito, pela excessiva carga tributária, pela legislação anacrônica, pelo emaranhado burocrático e pela baixa participação na parte que lhe compete. Ao invés de ser uma alavanca, o sistema governamental é um fardo pesado que tem de ser arrastado e sustentado pela atividade privada. Mesmo enfrentando todas essas dificuldades, o arrojo dos empresários toma a dianteira e vai fazendo progressos.





