Senadores e deputados decidem apoiar Requião
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quarta-feira, 20 de novembro de 1996
Carmem Murara 
A decisão do TRE de cassar o mandato de Roberto Requião foi criticada ontem por grande parte do Congresso Nacional. O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), classificou a atitude dos juízes como estarrecedora. Ele disse que em momento algum o Senado foi comunicado do trâmite do processo, o que não é usual. Requião recebeu apoio de senadores do PFL, PT, PSDB. O senador José Eduardo de Andrade Vieira (PTB-PR) usou a tribuna para dizer que manifestava apoio a Requião pela seriedade com que ele sempre tratou dos assuntos do Paraná.
Os processos eleitorais devem ser julgados até o dia da posse. Na vigência do mandato, eu não acho lógico, declarou José Eduardo. Os senadores Bernardo Cabral (PFL-AM), Marina Silva (PT-AC), Jefferson Peres (PSDB-AM) e Francisco Pereira (PFL-MG) também prestaram solidariedade a Requião. O senador Osmar Dias (sem partido-PR) também usou a tribuna para apoiar Requião.
No Paraná, deputados de todos os partidos que compõem a Assembléia Legislativa saíram em defesa do senador. Os tucanos que assinaram o documento foram o líder na Assembléia, César Silvestri, Ricardo Chab, Jocelito Canto e Carlos Simões. O deputado Beto Richa se recusou a participar da manifestação.
O governador Jaime Lerner evitou comentar a cassação do senador. O governador pode ser investigado em dois processos eleitorais semelhantes ao que motivou a cassação do senador - um deles pelo fretamento de um avião na eleição em Londrina, outro contra o uso da imagem de Lerner na propaganda do governo.
O prefeito de Curitiba, Rafael Greca (PDT), criticou a época em que a ação foi julgada. Isso mostra que a Justiça Eleitoral precisa ser rápida. Se ele for culpado mesmo, quem é que vai nos devolver os dois anos que ele já cumpriu? E se ele for inocente?, questionou Greca. O prefeito disse que joga no time que prefere acreditar que Requião nunca é inocente.
Uma das pessoas que mais vibrou com a decisão do TRE foi o presidente regional do PMDB, Mário Pereira. Eu lamento como presidente do partido, mas temos que acatar a decisão da Justiça. Ele foi cassado por corrupção, declarou. Pereira é o principal adversário de Requião dentro do PMDB.


