Brasília - O Senado aprovou ontem, em segundo turno, por 57 votos a 5, a proposta de emenda constitucional que anula a resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que verticaliza as coligações partidárias. Mas a decisão não deve ter nenhum efeito prático, pelo menos nas eleições deste ano. O resultado só seria alcançado se a Câmara também aprovasse a emenda ainda antes das eleições, o que está praticamente descartado. Primeiro, porque o mês de trabalho que resta aos parlamentares, antes de recesso branco em que se dedicarão às campanhas eleitorais, é insuficiente para examinar a proposta até mesmo na comissão especial. Depois, porque boa parte dos integrantes do PSDB, PMDB e PFL não querem mudar as regras impostas pelo TSE em março. Os pequenos partidos que querem a mudança não alcançam o quórum para aprovar a emenda.

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