A semana começa com um sinal de alerta para o Brasil. Pela primeira vez, a estimativa do mercado financeiro para o crescimento da economia em 2019 caiu para abaixo de 1%, após 16 reduções consecutivas. A projeção para a expansão do PIB (Produto Interno Bruto) foi a 0,93%, conforme o boletim Focus, pesquisa realizada pelo BC (Banco Central) com instituições financeiras, divulgado na segunda-feira (17), em Brasília.

Já a estimativa de inflação calculada pelo IPCA caiu de 3,89% para 3,84% neste ano, na terceira diminuição seguida. Porém, ao contrário de um alívio, a expectativa de queda nos preços sinaliza que o mercado está parado, falta dinheiro para o consumo, para que a economia se movimente.

Para o mercado financeiro, entre as ações que poderiam estimular o aquecimento da economia, estaria o corte na taxa básica de juros, a Selic, do atual patamar de 6,5% ao ano, com uma sequência de quedas para os meses seguintes, até chegar a 5,75% em dezembro. Juros mais baixos podem representar também um crédito mais barato e, consequentemente, um incentivo à produção e ao consumo, estimulando a atividade econômica.

Como os reflexos das taxas de juros na movimentação econômica do País levam ao menos seis meses, a expectativa dessas instituições financeiras empurra um maior crescimento da economia para o ano que vem - também com redução no índice de 2,23% para 2,20%, no segundo recuo consecutivo.

Esses números e expectativas, na verdade, refletem o compasso de espera por mudanças no qual se encontra o País. A grande aposta está na reforma da Previdência, cujo processo se arrasta faz alguns anos e, como promete o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, deve ser votada na semana que vem na Comissão Especial. “Esperamos que seja votada em plenário ainda no primeiro semestre”, disse ele.

Porém, em um país com um custo/benefício tão desproporcional como o Brasil, outras reformas que também tramitam nas casas do poder se fazem urgentes. E, neste momento de conversações e ajustes, o que se espera dos mandatários é que as divergências, ideologias e siglas políticas sejam substituídas por uma única luta: o futuro do País, uma condição de vida mais digna a cada brasileiro.

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