Sem pânico com gripe A mas com cuidados
Que não se instale o pânico mas que se tome as precauções necessárias. Esta é a recomendação, na crista da onda que se propaga sobre a gripe A e, no caso de Londrina, depois da notícia publicada ontem por este Jornal de que um primeiro caso foi registrado na cidade. Para o mal alastrar-se, se cuidados não forem tomados, basta uma pessoa estar contaminada. Porque uma criança que teve contato com esse doente (um homem de 28 anos que acabou de vir do Chile) apresentou sintoma de gripe e está sendo monitorada.
A ordem é que se evite o mais possível aglomerações em recintos fechados. O uso de máscara é recomendado para quem está contaminado, mas usá-la por todos, em ambientes de risco, é mais uma medida de proteção. A letalidade, segundo médicos, não tem sido maior que as gripes comuns, mas recomenda-se ter prudência e não se expor desnecessariamente - com tudo o que tem a ver com a saúde. Com respeito à gripe A, deve-se tossir ou espirrar com o uso de lenço e sempre lavar as mãos.
Em caso de doenças novas o alarma se instala, e mesmo que se afirme que as viagens (ao México, Chile, Argentina, onde houve os maiores focos) não precisam ser evitadas, não custa precaver-se e adiá-las se não forem urgentes. A notícia é que a proliferação da gripe tende a aumentar, até porque é inverno na América do Sul, época mais propícia para as gripes em geral, que têm muitas variantes. O médico Alceu Fontana Pachedo, presidente da Sociedade
Paranaense de Infectologia, afirma que ''a doença vai tomar conta'', ou seja, ganhará força. Não é o caso de terrorismo, mas ele recomenda medidas educativas, ou seja, de prevenção. Contudo, segundo diz, o internamento hospitalar só será recomendado para os casos mais graves, ''que devem ser poucos''. Ainda não se conhece o comportamento do virus, porque é novo, então não se sabe com precisão o que irá acontecer. Os mais vulneráveis são os idosos, as crianças mais pequenas e os portadores de doenças crônicas. A Organização Mundial da Saúde chegou a temer por milhares de mortes, mas depois o consenso foi de que a situação não era grave a esse ponto. Mas não se pode desprezar que na vizinha Argentina a gripe A já matou 26 pessoas.
Prevenir é sempre melhor que remediar, como diz a sabedoria popular, no sentido de que evitar é mais prudente que ter de recorrer a remédios. Todo zelo é necessário, no mínimo para evitar transtornos pessoais e eventuais transmissões, sobrecarregando os serviços de atendimento hospitalar, porque aí sim seria um problema. Sabe-se que no Brasil a estrutura da saúde pública é deficiente.





