Londrina perdeu espaço nos governos estadual e federal. O número de lideranças políticas londrinenses na gestão da presidente Dilma Rousseff (PT) e do governador Beto Richa (PSDB) caiu significativamente. Dilma terminou as nomeações para os ministérios sem representantes do Paraná. Bem diferente do primeiro mandato dela e das administrações do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Desde que o PT assumiu o governo federal, em 2003, o Paraná manteve políticos no primeiro escalão em Brasília com Paulo Bernardo (Planejamento e Comunicações), Gleisi Hoffmann (Casa Civil), Márcia Lopes (Desenvolvimento Social e Combate à Fome), Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência), Thomas Traumann (porta-voz da Presidência) e, considerando o segundo escalão, Osmar Dias (vice-presidente do Banco do Brasil) e João Resende (Anatel).
No cenário nacional, a ausência dos paranaenses pode ser explicada pelo encolhimento do PT e do PMDB, conforme apontaram cientistas políticos ouvidos pela FOLHA. Basta verificar que os dois grandes partidos viram diminuir a sua representatividade na Assembleia Legislativa (AL). A força política nacional é um reflexo da força política local.
O governador Beto Richa também deixou de fora lideranças londrinenses em sua equipe de secretários. No primeiro mandato, estavam no primeiro escalão de Richa o deputado federal Luiz Carlos Hauly (PSDB) na Secretaria de Fazenda e o deputado estadual Luiz Eduardo Cheida (PMDB) na Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos.
A fotografia oficial tanto de ministros como de secretários estaduais mostra que Londrina carece de novos líderes políticos. É evidente também há desmobilização da sociedade e quem perde com isso é o município, pois são as lideranças locais organizadas que acabam cobrando melhorias para as suas regiões e resultados positivos no trabalho de seus governantes.

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