Rodrigo Delfino, do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da UEL e Marcelo Seabra, do Sindicato dos Funcionários Técnico-Administrativos da UEL (Assuel), afirmam que boa parte dos professores beneficiados pelo TIDE transgride as regras, mas não sabem dizer quantos são, quem é o fiscal e o que vem sendo feito para resolver o problema. O presidente do Sindicato dos Professores de Londrina (Sindiprol), Cesar Antonio Caggiano, afirma que há dois anos a reitoria recebeu da entidade um questionário de 25 perguntas sobre este regime de trabalho. A resposta foi de que na UEL 1.056 professores e técnicos-administrativos recebiam o TIDE e o investimento era de R$ 1.101.389,33 em junho deste ano.
O reitor da UEL, Jackson Proença Testa, afirma, por outro lado, que só vai tomar alguma providência se receber denúncias formais aos órgãos competentes (Protocolo, Conselhos Superiores, Auditoria, etc). ‘‘Se a acusação não for comprovada entrarei com uma ação criminal contra o autor de afirmações levianas.’’
O vice-reitor Márcio Almeida diz que a falta de denúncias formais coloca em dúvida eventuais acusações sobre irregularidades no TIDE. ‘‘Não somos coniventes com nenhuma irregularidade. Tudo o que chegou a nosso conhecimento foi apurado. Minha dúvida é: será que essa boataria não visa unicamente o desgaste da administração atual?’’ (B.R.)

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