Sem critérios, tiro pode sair pela culatra
Curitiba - Se por um lado as indicações profissionais de amigos podem fortalecer a sua rede de contatos, por outro elas podem trazer problemas, caso a escolha do indicado não seja feita com critérios profissionais.
Foi o que aconteceu com o gerente de projeto Alexsandro Brum em 2002, quando indicou um amigo para um cargo na área de vendas em uma multinacional da área de ensino.
Na época, ele usou seu cargo de confiança para interceder em favor do amigo, já que para o cargo pretendido só eram contratadas mulheres. ''Cheguei a convencê-los (seus superiores) que ele (o amigo) tinha o perfil para a vaga'', lembra.
Segundo Brum, seu erro foi desconhecer o perfil profissional do amigo, que acabou causando problemas e sendo desligado da empresa. Três semanas depois, Brum conta que foi surpreendido pela informação de que o suposto amigo teria entrado com uma ação trabalhista contra a empresa. O fato teria abalado sua confiança junto a seus superiores. ''Na época perdi a oportunidade de fazer uma viagem para a Europa onde faria um treinamento'', lamenta.
Mesmo depois desse episódio, Brum não parou de indicar amigos para empregos, pois foram várias experiências bem sucedidas contra apenas uma traumática. Mas diz ter ficado mais criterioso com os amigos que indica. ''Tem que conhecer bem o aspecto profissional.'' (A.A.)





