É estarrecedora a informação ontem divulgada de que o Governo federal não fiscaliza os gastos do orçamento, não havendo portanto controle sobre a efetiva utilização dos recursos. São 27 mil contratos anuais assinados, para terceirização de serviços, inclusive com municípios, mas os respectivos departamentos governamentais não fiscalizam o cumprimento das obrigações constantes desses acordos. Fonte graduada da área econômica declara que a carga tributária pode subir mais 50% que assim mesmo não bastará, face a essa irresponsabilidade do Governo em não controlar o uso do dinheiro. Na área social, sempre mais visível, os retornos estão abaixo do esperado, e pelo menos com isto o presidente Lula está demonstrando preocupação, restando saber que providência irá tomar. Incrível como um sistema de 35 ministérios, um número sem conta de repartições agregadas e milhões de funcionários lotados no empreguismo público, não exerçam as funções que lhes cabem e sejam tão irresponsáveis, a ponto de não cuidarem da correta execução de tais contratos. Tal ocorre porque o Estado entenda-se o conjunto de poderes políticos da nação é uma empresa mal gerenciada, que opera com grande abundância de dinheiro alheio, o do povo, e onde a irresponsabilidade impera, acasalada com a corrupção. Gastos não controlados, cercando número tão alto de contratos, redundam em escassez de verbas para obras de interesse público e na constante elevação de impostos, única coisa que, ao que parece, a sugadora máquina governamental sabe fazer, porque isso não requer esforço e nem inteligência. Certamente que o problema não é de agora, e isto explica porque não há dinheiro público que chegue para as obras de alcance social. Inacreditável que a Controladoria Geral da União alegue que tal ocorre porque não há gente suficiente para a fiscalização. Gente há em excesso são 8 milhões de pessoas, no Brasil, que usufruem de ganhos oriundos dos cofres públicos, em todas as esferas e cargos mas grande parte é de burocratas que pouco fazem e muito atrapalham; falta comando, falta competência gerencial, falta responsabilidade e falta patriotismo. O diretor do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, Marcelo Piancasteli, declara que este é o grande gargalo da política fiscal brasileira. O trâmite dos recursos na execução orçamentária diz é bem fiscalizada por órgãos como o Tribunal de Contas da União, mas o problema é depois da emissão das ordens bancárias que transferem o dinheiro para os terceiros executarem os serviços, porque a partir daí não há mais fiscalização. Interessante como o Governo controla os débitos dos contribuintes, e executa isso muito bem, não deixando escapar ninguém!

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