Mesmo com aumento do volume de recursos destinados ao seguro rural previstos no Plano Safra 2012/13 a quantia é insuficiente. Segundo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, a verba deve somar R$ 400 milhões neste período, quantia 46% maior do que o orçamento deste ano. Consta no Plano Trienal do Seguro Rural a liberação de cerca de R$ 1,3 bilhão até 2015, escalonados anualmente em R$ 400 milhões (2013); R$ 450 milhões (2014); e R$ 505 milhões (2015).
Embora o seguro rural seja uma ferramenta já consolidada, ainda é pouco usada pelos produtores. Estimativa da Federação da Agricultura do Estado do Paraná indica que apenas 18% da produção agrícola do Brasil é segurada. A média, segundo o Mapa, são cerca de 50 mil apólices por safra. Para efeitos de comparação, nos Estados Unidos o índice é de 80%. Há o reconhecimento de que a demanda é maior do que a oferta. No entanto, além do aumento do volume de recursos, o importante é que sejam feitas mudanças nas regras do benefício. Da forma atual atinge poucos produtores.
O seguro rural foi criado para proteger agricultores de riscos causados por adversidades climáticas. Por meio dele, em caso de catástrofes, o segurado pode recuperar parte do capital investido em sua lavoura ou empreendimento. Conforme decreto número 6.709, de 23 de dezembro de 2008, os percentuais de subvenção na modalidade agrícola variam de 40% a 70% de acordo com a cultura produzida, com limite máximo de R$ 96 mil. Feijão, trigo e milho (segunda safra), por exemplo, recebem 70% de subvenção. Já para as modalidades pecuárias, de florestas e aquícola, o percentual de subvenção é de 30%, com teto de R$ 32 mil.
No entanto, apesar das regras definidas por decreto, o prêmio pago é baixo: apenas 10% do total do valor da apólice. Deveriam ser estudadas novas regras a fim de beneficiar de fato os produtores rurais. Agricultura e pecuária são atividades de alto risco, com influência de fatores externos sem qualquer previsão. Portanto, é urgente que sejam definidas novas estratégias para que aumente a adesão dos produtores e para que o seguro seja um benefício, não apenas um projeto com baixíssima adesão.

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