Brasília A CBEE (Comercializadora Brasileira de Energia Emergencial) arrecadou desde março até hoje R$ 358,4 milhões com o seguro anti-racionamento. Mas a estimativa inicial do governo era a de que fossem arrecadados cerca de R$ 100 milhões por mês.
O presidente da estatal, criada para contratar térmicas emergenciais, Ricardo Vidinich, disse, por meio de sua assessoria, que a decisão da Justiça de cassar a liminar que determinava o depósito de 85% da arrecadação em juízo dos valores arrecadados evitou um ''colapso'' e um ''ônus'' para a sociedade.
A assessoria da empresa explicou que, como a União é garantidora dos contratos de aluguel das usinas, teria que desembolsar os valores necessários para honrá-los.
A CBEE não informou, no entanto, quanto do valor arrecadado já foi utilizado para o pagamento dos empreendimentos contratados como um seguro em caso de novo déficit de energia.
Ontem, o TRF (Tribunal Regional Federal) de Brasília cassou a liminar que determinava o depósito em juízo. De acordo com a liminar, os 15% que ficariam liberados seriam suficientes para que CBEE efetuasse o pagamento parcial das obrigações assumidas com as usinas emergenciais contratadas. O seguro anti-apagão vem sendo cobrado dos consumidores de energia desde março para custear o aluguel das usinas emergenciais. O valor pago pelos consumidores é de R$ 0,0057 por kWh/mês, mas quem é enquadrado como baixa renda é isento da cobrança.

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