A segurança pública falha é uma das principais queixas da população. Em que pese as estatísticas oficiais informarem que a ocorrência de crimes tem apresentado queda no Paraná, na prática isso não é percebido pelos cidadãos. Aumento do consumo e do tráfico de drogas, explosões de caixas eletrônicos, furtos, roubos e assaltos à mão armada têm assustado a população e, certamente, contribui para fomentar a "sensação de insegurança", sentimento presente não só nas grandes cidades.
Relatório divulgado ontem pela Polícia Civil do Paraná aponta que das 161 comarcas, 53 – ou 33% - não têm delegado de polícia. É um percentual bastante alto, ainda mais considerando todo o cenário: poucos policiais militares e escrivães ou investigadores que se veem obrigados a cuidar dos presos em delegacias, registrar boletins de ocorrência, atender às demandas da população e ainda assumir a investigação de crimes. É claro que não há como atender todas as solicitações e, certamente, os trabalhos em algumas cidades serão prejudicados.
Desta forma, um delegado fica responsável por vários municípios e não conseguirá atender todas as demandas. Também não há qualquer envolvimento com a comunidade local, fator fundamental para o desenvolvimento de um bom trabalho. E, a partir desse cenário, é que surge o descontentamento por parte da população. Os brasileiros já são obrigados a conviver com a baixa qualidade dos serviços públicos e a segurança é apenas mais um direito constitucional não cumprido.
A segurança – ou a falta dela – é resultado de vários fatores: educação precária, desemprego, baixos salários e falta de capacitação profissional. Não é um problema de simples solução porque depende de um trabalho integrado de várias áreas. No entanto, policiamento ostensivo e quantidade de profissionais suficiente para atender às demandas colaboram para reverter o panorama e garantir mais segurança à população.

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