Segurança pública
Parte da população do Paraná continua sem acesso à Justiça. Depois de noticiar a falta de juízes em 23 comarcas, a FOLHA apurou que faltam delegados em 33 comarcas. O assunto voltou à tona ontem, depois de protestos realizados em todo o Estado por policiais civis para chamar atenção para a morte de um colega ocorrida na quinta-feira em Campo Largo (Região Metropolitana de Curitiba) enquanto acompanhava um detento em uma consulta odontológica. A categoria reclama do desvio de função, da falta de profissionais que, aliás, é histórico e da superlotação carcerária.
Problemas relacionados à segurança pública, infelizmente são comuns em todo o País. Perdas gradativas do efetivo e aumento da criminalidade, que também tem atingido pequenos municípios, são fatores que contribuem para piorar o cenário. O problema é que a população continua desassistida, com atendimento precário e muito aquém das suas reais necessidades. Um fato que corrobora a afirmação é que delegados lotados na 10ª Subdivisão Policial de Londrina, por exemplo, também atendem as ocorrências registradas em municípios próximos. Quando há um fato grave, os profissionais fazem o deslocamento, o que gera lentidão.
Além disso, ainda há o deficit de policiais militares, de profissionais em órgãos que auxiliam as investigações criminais, como o Instituto Médico Legal, e a superlotação carcerária. É óbvio que todos esses problemas estruturais não serão resolvidos em pouco tempo. Até agora, as estatísticas têm sido favoráveis ao atual governo estadual, que já reforçou o efetivo da Polícia Militar e afirma ter reduzido a lotação nas delegacias e penitenciárias. No entanto, também é preciso reconhecer que ainda faltam muitos profissionais.
A falta de pessoal gera entre a população a "sensação de insegurança", o que tem efeitos muito negativos. A perda da tranquilidade e o temor da violência também provocam consequências danosas aos cidadãos.





