Segurança pública
É importante que a sociedade se envolva nas discussões sobre segurança pública. A população sente os reflexos da violência diariamente e conhece as particularidades de cada região, enquanto a polícia sozinha não tem condições de atender todas as demandas, seja por falta de efetivo ou de estrutura. Por isso, é importante a reativação e constituição de conselhos de segurança em todos os municípios do Estado. O Paraná é pioneiro nesse tipo de iniciativa, mas nos últimos anos esse órgão foi perdendo força.
Os índices de violência são alarmantes no Paraná e tem apresentado crescimento constante. Segundo o Mapa da Violência do Instituto Sangari, em 1980 o Estado tinha uma taxa de 10,8 homicídios para cada 100 mil habitantes. Em 2010, a proporção chegou a 34,4. Nessa semana, balanço divulgado pelo governo estadual aponta para um aumento de 66% no registro de homicídios na região de Londrina. Além disso, ainda há o registro de outras ocorrências, como furtos e roubos, tráfico de drogas, entre vários outros crimes. A situação também é alarmante na zona rural, onde nos últimos anos os moradores também foram atingidos pelo problema. Com a utilização de muita violência contra as famílias, roubos de equipamentos, insumos e até animais e produção agrícola têm se tornado uma constante.
Não é novidade afirmar que há deficit de policiais. O governo do Estado já contratou profissionais e anunciou mais um concurso público para tentar minimizar o problema. Também é preciso oferecer treinamentos constantes e aparelhar melhor as polícias. Deve-se ressaltar que o envolvimento da sociedade civil com sugestões e desenvolvimento de um plano de segurança é importante. Alguns setores da sociedade já iniciaram articulação, como é o caso de Apucarana, onde foi criado o primeiro conselho de segurança para a zona rural. É o primeiro passo, uma iniciativa importante, mas que precisa de apoio.
A segurança é um direito constitucional dos cidadãos - o que nunca foi garantido - e a ressolução é um dever do Estado. A população continua acuada em suas casas, em muitos casos sequer registram boletins de ocorrência. Por isso, os conselhos podem sim ser uma alternativa viável na tentativa de redução dos índices de violência. No entanto, é preciso envolvimento e comprometimento dos membros, que também não devem utilizar o órgão para fins políticos. É preciso consciência de que os conselhos, sozinhos, não resolverão o problema.





