A morte de um trabalhador na segunda-feira à noite na Avenida Inglaterra (Zona Sul), em Londrina, traz à tona novamente a discussão sobre a falta de segurança na cidade. Lourival dos Santos Viana, 42 anos, pai de dois filhos, morreu depois de ser esfaqueado por um menor, que tentou assaltar sua esposa. Esta não é a primeira vez que jovens com menos de 18 anos praticam crimes hediondos por motivos banais. Em maio, Isabela Garcia Lopes foi morta com um tiro na cabeça depois de uma tentativa de assalto, na Área Central de Londrina. Este crime também teve a participação de dois adolescentes e de um homem de 29 anos.
A ocorrência de casos como esses, são extremamente chocantes e não podem cair no esquecimento. Inicialmente até há uma comoção geral, a sociedade se mobiliza, mas o passar dos dias faz com que todos retornem à rotina anterior. O que deve ser feito - de fato - é cobrar ações mais efetivas por parte da segurança pública. Os problemas das polícias, como falta de pessoal, de aparelhamento e de estrutura, são conhecidos, mas a fase de tolerância já passou há muito tempo.
O policiamento ostensivo deve ser uma prática rotineira, principalmente em locais onde há concentração comercial e com grande registro de assaltos. Contribui para reduzir a sensação de insegurança da população. Na Avenida Inglaterra, como mostra a reportagem publicada hoje no Caderno Folha Cidades, são constantes os relatos de assaltos, tanto de comerciantes como de moradores.
O governador Beto Richa (PSDB) anunciou no mês passado a contratação de 2 mil policiais militares e 700 policiais civis já aprovados em concurso. No entanto, o ''Programa Paraná Seguro'' prevê a efetivação, até 2014, de 8 mil policiais militares e 2,2 mil policiais civis (400 delegados, 600 escrivãos e 1,2 mil investigadores). É o primeiro passo para tentar reduzir os índices de criminalidade do Estado, mas as ações não devem se resumir ao aumento de efetivo. É preciso investir em um plano de segurança, que garanta a segurança da população.

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