Segurança no interior
Por dois dias consecutivos, caixas eletrônicos de agências bancárias localizadas em pequenos municípios do Paraná foram alvo de explosões. O motivo, óbvio, é roubar o dinheiro guardado nos compartimentos, geralmente bem abastecidos em dias de pagamento de trabalhadores agendados por grandes empregadores. Também escancara a falta de segurança pública nessas pequenas cidades. A facilidade é que tem atraído e facilitado a ação dos ladrões.
As estatísticas mostram que o número de ocorrências contra bancos tem apresentado crescimento anual. Segundo levantamento do Sindicato dos Vigilantes de Curitiba e Região, neste ano foram registrados 83 ataques com explosivos a caixas eletrônicos, 38 arrombamentos e sete assaltos. Em 2012 foram 106 ocorrências com explosivos contra oito do mesmo tipo em 2011. Outra informação importante é que oito municípios com menos de 20 mil habitantes já registraram mais de um ataque com explosivos durante este ano.
No restante do País, o cenário tem se repetido. Pesquisa divulgada por entidades que representam vigilantes e trabalhadores do ramo financeiro indica que no ano passado foram 2.530 ataques, um aumento de 56,89% se comparado com 2011. O volume perfaz uma média diária de 6,92 ocorrências. Nesse levantamento, o Paraná registrou o terceiro maior número de casos do País, atrás apenas de São Paulo e Minas Gerais.
Ataques aos caixas eletrônicos não se resumem apenas às ações de segurança pública. Talvez seja preciso buscar uma solução conjunta com os bancos. Reduzir o volume de dinheiro disponível, instalar os equipamentos em locais de maior segurança e estimular o uso dos cartões de débito e crédito pela população são ações imediatas. No entanto, não há como fugir do assunto.
Os dados estão claros e reforçam a necessidade de se aparelhar melhor a polícia do interior. Como é de conhecimento público, pequenos municípios contam com poucos policiais que, em muitos casos, também são responsáveis pela carceragem dos distritos. Desta forma, não há como garantir o mínimo de segurança à população. Isso é fato. Embora o efetivo policial tenha aumentado nos últimos anos, a segurança pública ainda é uma das principais deficiências do Estado.





