Segurança e presença permanente do Estado
Presença constante do Estado é essencial para garantir segurança e dignidade nas comunidades
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 05 de novembro de 2025
Presença constante do Estado é essencial para garantir segurança e dignidade nas comunidades
Célio Borba 
Todo ato de violência é abominável — seja pelas práticas vindas da criminalidade, seja pela ação truculenta e desmedida da força pública, em todas as esferas dos organismos de segurança.
A matança ocorrida na cidade do Rio de Janeiro, nos complexos da Penha e do Alemão, poderia ter resultado em menos mortes e muito mais prisões, caso a ação policial promovida pelo governo estadual tivesse sido bem estudada e planejada, com apoio das forças federais, por exemplo.
O uso de tecnologia nessa ação — a meu ver, desastrosa — contou com drones, mas apenas por parte dos milicianos.
Trabalhos de pacificação em regiões vulneráveis à criminalidade não podem se resumir a invasões relâmpago.”
Uma operação desse tipo deve ser minuciosamente elaborada para proteger os moradores, cidadãos civis, gente de bem que, nesses morros, vivem, trabalham, estudam, formam famílias, criam seus filhos e lutam para serem felizes — direito mais que constitucional, um direito humanista.
Trabalhos de pacificação em regiões vulneráveis à criminalidade, que sufoca todas as comunidades, não podem se resumir a “invasões relâmpago”. É preciso que o poder público marque presença todos os dias do ano, com todo o aparato governamental — da saúde à cultura, das ações sociais à segurança pública.
Célio Borba – aposentado, Curitiba
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