Um ano e quatro meses após a entrada em vigor da lei de resíduos sólidos, a maioria dos municípios brasileiros ainda não sabe o que fazer com o lixo e dificilmente terá como se adequar no prazo à nova legislação.

Segundo a lei, a responsabilidade sobre o assunto passa a ser dos municípios, que devem criar aterros sanitários até 2014. Alguns já tentaram se adequar ao novo sistema, mas os aterros criados se transformaram em novos lixões por falta de um plano de trabalho consistente. O lixão é uma área a céu aberto para depósito dos resíduos urbanos sem nenhum critério técnico, enquanto o aterro sanitário conta com projeto de engenharia e licenciamento ambiental.

Para o diretor de Limpeza Pública do Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto (Samae) de Ibiporã, Miguel Gardini, a maioria dos municípios não terá condições de se adequar à nova lei de resíduos sólidos. ''Tem que ser cobrada uma taxa justa e de acordo com a tecnologia adotada. O Ministério Público recomenda que haja equilíbrio. A cobrança não pode gerar lucro, mas também não dar prejuízo'', declara ele.


Leia mais na reportagem de Eli Araujo.

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