Por que uma fábrica de brinquedos pode ir à falência se o que produz são objetos destinados a fazer a alegria das crianças? Por que tantos homens só têm êxito em seus negócios, e tudo o que tocam prospera? A resposta para o segredo do sucesso ou do fracasso é o sentimento com que fazemos as coisas. Se o fabricante de brinquedos imaginar que a boneca irá fazer uma menina feliz, então ele infalivelmente prosperará, porque com tal impulsão não permitirá brechas para as negatividades. Mas se tem a intenção de competir com a boneca do concorrente ou visa apenas seduzir a criança valendo-se dela como instrumento de objetivos puramente mercantis, então sua vida empresarial não terá sustentação.
Se quem fabrica sapatos o faz apenas visando ao lucro e nunca imagine que eles serão um alívio para os pés de quem irá calçá-los, poderá ir bem com seu negócio apenas por algum tempo, mas em certa hora não saberá explicar porque as coisas começam a andar para trás.
Se o fabricante de chapéus imaginar que aquela peça será para proteger da ardência do sol a cabeça de alguém, nunca ficará descoberto de dinheiro, porque este virá por acréscimo. Se o confeccionista de camisas imaginar que seu produto não irá apenas lhe trazer dinheiro, mas antes de tudo abrigar alguém da nudez e do frio e fazer uma pessoa mais bonita, portanto mais feliz, ele impregnará a mercadoria desse bom sentimento e nunca lhe faltará comprador. Mas se o fizer visando derrubar o concorrente, e o outro agir da mesma forma, ambos tombarão. Uma nação que viva em clima de competição se corrói e se contamina inteira e retardará o processo de desenvolvimento. Melhor do que competir é partilhar experiências e as alegrias do sucesso, o seu e o dos outros.
Se o mestre que ensina pensar que seu trabalho é apenas um emprego e não a missão de transformar o discípulo em futuro profissional, competente e consciente, então não lhe cairá do céu o melhor salário nem o reconhecimento, porque vibrações inertes atraem resultados similares.
O objeto do nosso trabalho é servir para o fim a que se destina, por isso temos que executá-lo com a melhor qualidade possível. O lucro virá como inevitável consequência.
O objetivo de quem faz uma comida haverá de ser, antes de tudo, alimentar alguém e lisonjear-lhe o paladar, porque este é o fim a que ela se destina.
Se evitamos fazer o mal, não haverá de ser para nos livrarmos das penalidades decorrentes ou da vergonha da execração pública; e se praticamos o bem, não haverá de ser pelo egoismo de que nos qualifiquem de bons, mas porque nos agrada fazê-lo.
Temos que fazer as coisas bem feitas não para ganhar a admiração dos outros, mas para ganhar nossa própria admiração.
O mecânico que conserta nosso carro há de fazê-lo imaginando que o veículo irá transportar sua própria família, por isso cuidará para que aquilo que estiver fazendo proporcione o máximo de garantia e segurança.
Bom que possamos nos olhar no espelho, ao final de cada jornada, orgulhosos de havermos executado o melhor. O êxito aprecia homens assim.
Há pessoas que trabalham com a alegria de servir, e como resultante o dinheiro e o bem-estar material e espiritual vão vertendo de todos os lados. É nessa frequência que se propagam as ondas do sucesso, e fora dela não há sintonia com ele. E há aquelas pessoas lamurientas, que odeiam o que fazem e todos que as cercam. O resultado é a pobreza, com todas as suas sequelas. É nessa frequência que se propagam as ondas do insucesso, e quem vibrar nessa sintonia terá de contentar-se com a ausência de dinheiro, de saúde, de bem-estar, de alegria. Cada qual respira o ar em que deliberadamente chafurda.
O que fazemos e desejamos às pessoas elas captam, absorvem e instintivamente retribuem.
Se cada pessoa resolvesse mudar-se para melhor, veria o mundo mudar. Mas o que queremos é que o mundo fique melhor primeiro, para só então nos melhorarmos; queremos que os outros comecem antes, sem atentarmos que os outros somos nós mesmos...
Quando o atleta joga o jogo deve fazê-lo não para derrotar o adversário mas para ele próprio ser um vencedor em seu desempenho; para exaltar a arte de seu corpo e a plenitude da força criadora que há dentro dele.
Ninguém construirá fortunas sólidas e alcançará conquistas dignificadoras se estribadas na ânsia do insucesso alheio.
Então vamos imaginar que, se estamos semeando a semente, seja antes de mais nada para que produza alimento para nós mesmos e para outras pessoas. Com tal sentimento o dinheiro será uma natural resultante e virá em abundância.
Temos imaginado que todas as pessoas ricas ou são perversas, ou espertas demais, ou contempladas pela sorte. Pois não tenhamos dúvida de que, se são ricas e felizes, há nelas sentimentos bons, que desconhecemos e que as mantêm em harmoniosa sintonia com as riquezas.
Que tudo se faça por amor, sem competição mas louvando o sucesso alheio, e aí veremos nossos negócios prosperarem, sem aperturas financeiras, sem concordatas, sem falências; veremos os ’milagres‘‘ acontecerem.

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