Segredo do sucesso é reconhecer a dose certa
A consultora de carreiras Carmelina Nickel, de 52 anos, atribui ao fato de amar sua profissão a disposição com que exerce seu trabalho e consegue, também, ter vida pessoal completa, no papel de mãe, amiga e cidadã, como ela mesma diz. O trabalho é tenso, admite, já que trata do futuro das pessoas, mas garante que sabe dosar as energias sem esquecer os resultados.
Com expediente regular das 8h às 18h30, de segunda a sexta-feira, ela faz hora extra se necessário mas de forma alguma é adepta a jornadas longas de trabalho diárias. Quem não consegue resolver suas pendências no período normal, dificilmente conseguirá solucioná-los em extras, acredita.
Carmelina diz que os períodos de lazer aos quais se dá o direito ajudam no seu papel de consultora. Sinto-me melhor, por isso tenho desempenho de maior qualidade, afirma. Entre os programas que definiu, reserva três dias da semana para almoço com amigos ou ex-clientes.
Tarefas - Ela conta que, se recebe a incumbência de preparar um material para apresentação às pressas sobre um assunto que não domina, não tem problemas em argumentar quando um colega pode estar em melhores condições de fazê-lo. Carmelina justifica que se tiver um desgaste, por exemplo, de varar a madrugada, no dia seguinte certamente não cumprirá bem a tarefa.
A consultora afirma que muitas pessoas, por serem egoístas, não se respeitam, ou simplesmente por medo, se tornam submissas e, por conta do trabalho, perdem a capacidade de exercer seus demais papéis sociais. Cada profissional precisa ter clareza sobre suas competências, sobre como agrega valor ao mercado e, claro, a melhor forma de comunicar as próprias qualidades.
A receita, porém, não é tão simples de executar. Ela admite a necessidade de maturidade profissional, que só vem com o tempo.
Para relaxar, Carmelina conta que faz academia três vezes por semana, acaba de concluir um curso de ceramista e traz no currículo, inclusive, um curso de palhaço. Mãe de dois filhos de 26 e 28 anos, ela diz que eles herdaram suas práticas. Acho que é genético, brinca. (M.B./A.E)





