Sebos vendem e trocam livros, discos e fitas
Quem tiver disposição e tempo para circular pelo Centro de Londrina, lá da Rua Benjamin Constant, passando pela Sergipe, Maranhão e Souza Naves poderá conferir: são oito sebos, praticamente todos abastecidos com uma vasta gama de publicações. O forte, indistintamente, são os livros. No Sebo Cultura, na esquina da ruas Benjamin Constant e Hugo Cabral, os negócios obdecem uma regra: só se troca livro por livro. A justificativa: a procura pelos livros é muito maior do que pelos discos, fitas de vídeo, DVDs ou revistas.
O Sebo Mania é o mais novo da região. Fica na Rua Prefeito Hugo Cabral, e está funcionando há oito meses. Há três mudou-se da Rua Higienópolis para o novo ponto. Segundo Elaine Cristina Petrachin Fernandes, proprietária do estabelecimento, o novo ponto tem atraído novos leitores, e também não afastou os mais antigos e fiéis clientes. ''Tem gente que visita a loja quase diariamente, e percorre todos os sebos aqui do centro, em busca de raridades'', diz Elaine. Em fevereiro, ela diz que o sebo foi muito procurado por mães atrás de livros didáticos usados, a preços mais camaradas do que os de primeira mão.
Mesmo que quiser escapar do preço salgadinho dos lançamentos, difíceis de achar também nos sebos, aposta na locação. Uma pequena porta na Rua Espírito Santo, entre a Hugo Cabral e a Higienópolis, leva o leitor à Books Livraria e Locadora de Livros. A loja aluga livros por dia, por semana ou por mês. Faz mais sucesso a mensalidade. Por R$ 14,00, pode-se levar quantos livros foram para casa, e devorá-los durante todo um mês. Lá, livros de auto-ajuda não são os mais procurados. A literatura estrangeira policial e de suspense, com autores best-seller como John Grishan, Ken Follet e Dean Koontz, são os mais pedidos.
São cerca de 150 pessoas que diariamente locam livros na Books. ''São livros que nas lojas custam pelo menos R$ 35,00. Para quem gosta de ler compensa'', diz Márcia Reis, que, desde novembro, é uma das sócias da Books. O próximo projeto é ambicioso, mas já vem dando certos em outros centros: a locação de livros nas empresas. A pessoa que tem o intervalo do almoço, mas permanece na empresa sem ter o que fazer, é um dos públicos-alvos. ''A própria livraria leva as amostras, e depois leva e busca os livros nas empresas'', ressalta Márcia.





