É a primeira vez em que um partido de oposição caso específico o PT assume o poder executivo em Maringá. Na verdade, foi muito bom ter acontecido tal feito, pois houve uma resposta dessa população tão ansiosa por mudanças.
Nossa população sempre teve profunda admiração por essa cidade, que traz em seu bojo uma história de grandes feitos e pessoas bem-intencionadas de tal forma que os casos de corrupção têm constituído exceção na história política de Maringá.
Para nós, é motivo de orgulho afirmar que somos parte integrante desse povo que superou com bravura os desafios surgidos.
A emancipação política maringaense teve uma luta memorável, travada entre as partes interessadas pela sua realização com justiça.
Maringá sempre esteve identificada com os valores culturais existentes e para muitos a cidade é o berço com que nos identificamos eternamente.
A importância política de Maringá está acima de qualquer interesse individual. Sua grande população compartilha de valores essenciais dignos de louvor em qualquer instância hierárquica. Isso é salutar.
Mas, infelizmente, vivemos uma onda de fanatismo partidário não só em Maringá, mas em todo o Brasil, alcançando ressonâncias nas bases sindicalistas arcaicas que querem mudar os hábitos da população maringaense a qualquer preço. Seria bom que os sindicalistas soubessem que hábitos não são mudados simplesmente com métodos antiquados, mas sim com idéias inteligentes e criativas.
Muito bem, o povo quis e fez essa mudança, principalmente partidária. As mudanças estão aí para quem quiser ver e sentir. Mas espere uma instante... que mudança é essa?
A política a ser implantada doravante, nas chamadas mudanças, nada mais é que colocar em prática as promessas feitas durante a campanha eleitoral e honrá-las. Mas esse é um fenômeno que os políticos profissionais não estão aplicando, inclusive o PT.
Não há o menor interesse em repassar à população as promessas de outrora, pois cultivamos uma cultura de que esquecemos fácil o que nos fora prometido.
Faz-se necessário dizer a esses políticos que não cumprem suas promessas, que o povo está atento em sua maioria, e que seus ''representantes'' não estão merecendo os votos que receberam. Tais políticos pensam apenas na manutenção de seus privilégios e benefícios e não no interesse de seus eleitores.
As funções de um administrador público está estampada não só na sua parcialidade, mas sim em sua competência como um todo.
Infelizmente, o papel exercido pelo Executivo, atualmente, é dispensável, não merecendo assim o crédito que ele tanto apregoa. O Executivo maringaense está tendo todas as chances de provar o contrário, mas não é o que está acontecendo. Ele quer por todas as formas justificar sua eficiência quanto à multiplicidade de sua função, mas esbarra em um ícone importantíssimo que a administração detecta, a incompetência.
A incompetência é tão contumaz, que se dá prioridade a um time de futebol falido e não à população carente por medicamentos e consultas programadas gratuitamente, tudo promessas de campanha.
Isso tudo é prova de imaturidade como administradores públicos. Esse é o grande pecado que os membros do PT não querem assumir e se negam a esclarecer, e, o que é mais grave, ficam irritados quando artigos como esse são publicados.
Uma coisa tem que ficar bem clara: se a atual administração estivesse realizando e/ou negociando o que prometera, logicamente ninguém seria insano de publicar tais artigos. Ora, as resenhas feitas nada mais são do que coletâneas da insatisfação do eleitorado que escolheu o seu representante.
Há um ditado que diz o seguinte:
''Se você tem algo a fazer, faça.
Se for bom, ajude alguém.
Se medíocre, não vá fazer mal a ninguém.
E se for muito ruim, alguém vai se levantar e fazer melhor''.
(Santo Agostinho)
Seria bom a cúpula administrativa do PT começar a pensar nesse ditado, porque se não...


- GILBERTO JORDÃO é professor universitário em Maringá
[email protected]

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