Parece que tudo se baseia no quesito dinheiro. Não se faz educação sem dinheiro. Também não se pode criar a ilusão de que o aluno não falta mais as aulas e que não há mais a repetência.
Em Londrina, por exemplo, houve uma época em que o professor tinha que justificar ao Núcleo Regional de Ensino e à Secretaria de Educação as reprovações que ele fazia. Diante disso, ficou mais fácil não reprovar do que justificar.
Como Secretário da Educação defenderia a volta do período integral nas salas de aula. Já tivemos, inclusive, turno intermediário, que funcionava das 11 às 14 horas, nas escolas de Londrina. Contudo, com a demanda muito grande e os espaços pequenos, defenderia a criação de mais escolas, buscando mais investimentos.
No Vicente Rijo, por exemplo, não se pode implantar o turno integral para 5 mil alunos se o prédio, em si, não suportaria a demanda, em dois turnos. Reitero: o caminho a ser trilhado deve ser verba, dinheiro, estruturação e implementação.
Acredito que as escolas da prefeitura sejam de alto gabarito comparadas com outras prefeituras do Brasil inteiro. Houve uma época em que a rede municipal de Londrina era maior do que a rede estadual de Londrina e Ponta Grossa Juntas. Boa notícia? Não, prefeitura e Estado têm que evoluir ao mesmo passo.

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