Colocaria em discussão a questão da autonomia atrelada ao comprometimento da comunidade local. Penso que ter autonomia sem o comprometimento dos atores envolvidos pode ser um passo muito próximo do abandono. Neste sentido, investiria em recursos humanos e materiais, principalmente em tecnologia.
No entanto, como reitora, esta não seria, para mim, a questão mais relevante, e sim a interface entre acesso e qualidade da oferta, pois a democratização do acesso levou para dentro das universidades os alunos que antes estavam à margem do sistema e, com eles, os problemas que eram da sociedade.
Para tanto, iniciaria com um programa de atualização e integração dos docentes. Atualização/capacitação, no sentido de sobrepor a aprendizagem ao ensino, os professores iriam adequar as atividades por eles propostas ao perfil do aluno que é real; se ele não sabe ler e interpretar, este deve ser o primeiro conteúdo a ser aprendido.
As denúncias das defasagens já atingiram seu limite. Por isso, minha gestão estaria voltada para a superação e a constituição de uma rede em que os docentes dos diferentes centros sairiam de suas redomas e, por meio de encontros sistemáticos e contínuos, promoveriam a troca de conhecimentos com a apresentação das dificuldades e a construção de estratégias de superação.

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