Não esqueceria que o eleitor é mais do que um simples votante. Não trairia meus discursos. Não argumentaria que nada vi. Lembraria a mim e a meus filhos que estou presidente e que interesses privados não podem sobrepor-se aos interesses públicos. Afastaria os falsos amigos e os amigos falsos. Faria distinção entre administrar o país e administrar o Executivo.
Lembraria à primeira-dama que deve fazer mais do que se preocupar com os tapetes, louças e quadros do palácio. Dormiria pouco. Não esqueceria que as mordomias, próprias do cargo, diferem muito da pobreza das ruas. Respeitaria o dinheiro público. Lembraria que devo ser um exemplo. Teria a convicção da importância da educação, da medicina preventiva e do saneamento básico.
Saberia que governar não é fácil, mas que devem existir propósitos. Lembraria que existe um patrimônio ambiental a ser protegido. Lutaria por uma cultura aberta. Não esqueceria que vou morrer.
Teria menor preocupação com o avião que me serve e maior preocupação com o sistema de transporte que serve à população. Não perderia a oportunidade. Com esses propósitos, acho que não seria eleito; mas, se o fosse, jamais seria reeleito.

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