Se EU fosse o governador
Aborto
Promoveria um amplo debate, defendendo a ampliação da autonomia política dos estados federados em nosso país. Com essa iniciativa, incluiria alguns temas que poderiam ser objeto de deliberação dos estados.
Um desses temas seria o aborto. Enviaria um projeto à assembléia descriminalizando a prática do aborto. Em meu projeto de lei, utilizaria o seguinte raciocínio: vivemos num mundo laico, o Estado não representa uma crença religiosa em particular, tampouco representa uma crença genérica num deus qualquer. O Estado representa indivíduos crentes e não-crentes.
Sendo assim, o apelo à vontade divina e o recurso a argumentos que afirmam que somente Deus pode tirar a vida deveriam, sumariamente, ser deixados de lado. Depois, alegaria que entre o suposto direito à vida do nascituro e o direito à vida da gestante, devemos sempre preferir o segundo.
Argumentaria que o estado do Paraná apenas estaria ampliando os casos de legalidade do aborto já existentes no país. Defenderia que, em até três meses de gestação, o aborto poderia ser praticado, com toda a assistência médica e proteção à gestante.
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